No vídeo abaixo, a nova Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos concede entrevista ao canal CPAD. Dentre outras coisas, Damares fala de propostas para que o Estado dê mais atenção aos aos índios, ao nascituro e outros povos que no cenário brasileiro não gozam de especial atenção do governo.
Como a Ministra é declaradamente cristã, inclusive pastora na Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, muitos olhos estão voltados para a mesma, para sua postura e certamente qualquer deslize vai ser alvo de intensa crítica.
Aos cristãos brasileiros cabe orar por Damares; orar por todas as autoridades constituídas para que exerçam suas atribuições dentro dos padrões legais e com honestidade. Desejar o insucesso e olhar para todos os cristãos no governo com desconfiança é indesejável, desnecessário e prejudicial.
Sem depositar nossa confiança no homem, creiamos que de alguma forma Deus pode usar as pessoas investidas em cargos políticos relevantes para o bem geral da nação.
Se por um lado há falta de preparo por parte de muitos pregadores sobre os púlpitos (leia aqui), de outro há uma tendência em achar que o que a igreja precisa mais é de homens cheios de informações para derramá-las sobre seus ouvintes. Nada mais equivocado!
Décadas atrás a maioria dos pregadores pentecostais era gente humilde, de vocabulário limitado e "pouca cultura". No entanto, não faltava a eles o ardor, a fé, a dedicação a Deus. Criam piamente nas narrativas bíblicas e vivenciavam milagres. Fato é que a limitação quanto ao significado real de alguns textos bíblicos criava "doutrinas" estranhas, embora pudesse haver sinceridade mesmo na interpretação equivocada (o que não afasta o erro). Hoje aberrações teológicas são produzidas pelo "excesso de conhecimento" e "habilidades hermenêuticas".
Não ocupamos mais os extremos, mas temos nos púlpitos das igrejas evangélicas pentecostais de tudo que se possa imaginar: pentecostal calvinista (mesmo sem saber o que isso significa repete o que os ícones reformados apresentam pela internet); pentecostal arminiano (defende pontos expostos pelo arminianismo, mas não sabe, em alguns casos, que o faz); pentecostal neopentecostal (adepto do sincretismo que dá ibope em outros arrais ditos cristãos), e por aí vai, não há um padrão, não há equilíbrio de forma geral, mais muita confusão.
Um conselho que penso ser útil seria observar o que foi posto pelos apóstolos na instituição dos diáconos, em At 6.4. Dada a procedência divina do Texto Sagrado é necessário achegar-se a ele tendo em mente tratar-se justamente disto, a saber: de algo que foi dado pelo próprio Deus. Isto deveria imprimir humildade e temor no leitor, muito mais ao se colocar como arauto a fim de anunciar aos ouvintes o que Deus estaria dizendo por meio do Texto. Quanto ao escrito de At. 6.4 os apóstolos decidiram que deveria haver:
1) consagração à oração;
2) consagração ao ministério da palavra.
Em tempos de confusão é muito mais urgente achegar-se ao Texto Bíblico somente depois da oração; oração sincera; oração como reconhecimento da limitação humana ante algo dado pelo Senhor dos céus e da terra. Os que desejam ser fieis em sua missão de anunciadores do Conselho Divino estarão dispostos a observar este modelo, já os negligentes e que fazem do povo comércio continuarão em seu exercício "hermenêutico lucrativo", pois o pensar que a vontade de Deus pode confrontar seus interesses faz, de plano, que descartem buscar a vontade deste.
Alguém deve ser identificado como cristão
por refletir padrões bíblicos de pensamentos, sentimentos e ações. Assim,
basicamente, cristão é aquele que tem a Bíblia como padrão de regra e fé e que
crê em sua inspiração divina (2 Tm 3.16).
Como obter conhecimento da Palavra de Deus?
Inicialmente, cabe a todo cristão ler e meditar nas Escrituras (Sl 1.2; Sl
119.97, 103), mas também é obrigação irrenunciável dos pastores e demais
oficiais da igreja, de todos os que fazem uso do púlpito para falar em nome de
Deus, expor a Palavra, pregar a Palavra (2 Tm 4.2), não usando da ocasião para
falar o que acham, o que pensam em sua fértil imaginação, pois a Palavra não
provém do homem, mas de Deus (2 Pe 1.20,21).
Talvez uma das maiores carências da Igreja
na atualidade seja esta: a verdadeira pregação da Palavra Deus. Alguém poderia
afirmar que todos os dias e em várias ocasiões há pregação, sendo incabível
falar em carência; outro poderia alegar que há a internet, programas de rádio e
TV, sendo assim, não há carência de pregação. Todavia, é inteiramente
equivocada esta conclusão, pois apesar de haver muita propaganda evangélica,
nem tudo expõe o Evangelho genuíno (deveríamos usar somente a expressão
“Evangelho”, mas como perdeu o sentido real ao longo dos anos, acrescentamos a
palalavra “genuíno”).
No meio cristão pentecostal há uma forte
ênfase no atuar do Espírito Santo na vida do cristão. Tal convicção encontra fundamento principalmente no livro bíblico de Atos dos Apóstolos, pois creem os pentecostais que a igreja
de Atos é um modelo para a igreja atual. Entretanto, em alguns (muitos) casos a
ênfase na atualidade dos dons espirituais e do batismo o Espírito Santo
suplanta a “capacidade de raciocinar”, não que isto ocorra
conscientemente em todos os casos, mas é que ao abandonarem a doutrina dos
apóstolos (At 2.42) e ficarem só com a "experiência apostólica",
parecem perder toda a capacidade intelectual que era presente nos primeiros
discípulos para expor com inteligência o Evangelho (vide o discurso de Pedro em
At. 2, Estevão em At. 7 e Paulo em At. 17).
Sendo assim, é fácil encontrar muitos
púlpitos pentecostais pobres no que se refere à pregação da Palavra de Deus. Há
entre muitos líderes o pensamento aintibíblico de que “não é por muito falar”; outros ainda conseguem sustentar a afirmação grosseira de que “a letra mata”, como sinônimo de resistência ao estudo bíblico/ teológico, e assim,
negligentemente, vamos multiplicando heresias, assaltando as mentes de crentes
incautos e matando neófitos na fé.
Cumpre esclarecer, portanto,
que essa negligência não encontra respaldo doutrinário, tampouco na literatura
denominacional (refiro-me aqui à assembleiana em alguns de seus consagrados
expositores). A título de exemplo e falando diretamente sobre a preparação e
entrega de sermões, atividade mais importante a ser desenvolvida em um púlpito, o
escritor pentecostal Anísio Batista Dantas afirma que “O ministro do Evangelho, especialmente o pregador, é um guia para o
leigo no entendimento da Bíblia.” [1]
Tal missão de guia deveria fazer temer o ocupante do púlpito, pois ousa afirmar
que fala em nome de Deus e que guia outros. Prosseguindo, acrescenta o escritor
que “uma das maiores tragédias nos
púlpitos de nossas igrejas é a má preparação dos pregadores, especialmente
daqueles que, além de não estudarem, deixam de se dedicar à pregação”,
ainda, “outras há que, sem desconfiar do
entrave que causam à obra do Evangelho, são verdadeiros inimigos dos estudos e
dos que estudam”.[2]
Se uma das maiores
tragédias é a defeituosa exposição do pregador, pergunta-se: Quanto tempo em média
dura a preparação de um sermão que vai ser exposto em 40 ou 50 minutos? Quantos
minutos são gastos em oração, meditação e no duro exame do texto bíblico, bem
como de materiais auxiliares? Há quem diga que isto tudo é desnecessário, pois
basta abrir a boca que Deus a encherá (Sl 81.10) - seria este o propósito do texto de Salmos? Contudo, tal afirmação é mais
uma demonstração da falta de preparação, falta de apego ao Texto Sagrado.
Um grande expositor
bíblico dos dias atuais, no Brasil, disse que uma das primeiras coisas que
observa ao visitar a casa de um colega de ministério é a biblioteca.
Se é pobre o acervo, pressupõe-se que há pouca e deficiente preparação bíblica, pois "não dá pra
ler só a Bíblia". Como assim? Dirão alguns: isto é uma heresia! É possível
reafirmar, com mais ênfase, e mesmo sem medo de errar, pois em relação ao texto
bíblico somos extremamente limitados, tanto quanto ao ambiente em que este foi
produzido (histórico, geográfico, cultural etc.), quanto em relação ao texto
original (hebraico, aramaico e grego) e tantos outros pormenores. Sendo assim,
apesar de crermos inteiramente na Bíblia como Palavra de Deus tendo-a como
regra de fé e prática, precisamos de auxílio, não substitutos, para aperfeiçoar
o entendimento acerca das Escrituras.
Para citar dois autores
pentecostais, volto ao escritor Anísio Batista que, discorrendo sobre o esquema
e estrutura do sermão afirma que além do conhecimento da Palavra de Deus o
pregador necessita de:
6. Cultura geral.
Não há limite para a cultura do obreiro cristão, especialmente a do pregador.
Deve ser armazenada através dos anos, por longos e profundos estudos, leituras
demoradas e constantes, e frequentes pesquisas. Leituras esporádicas nunca
deram cultura sólida a ninguém, e o inimigo dos livros jamais será culto.
7. Cultura específica.
Envolve conhecimento especializados, particularmente a teologia (em seus vários
ramos), história geral, história do povo hebreu, geografia bíblica, homilética,
hermenêutica, ética e atividades pastorais, ética cristã, evangelismo, missões,
psicologia, sociologia, além de sólido conhecimento da língua em que vai
pregar.
8. Conhecimentos atualizados. São
adquiridos de todos os campos da atividade humana, através de livros, periódicos,
anotações de conferências, sermões d e outros pregadores, convenções, escolas
bíblicas, seminários e todos os meios de difusão cultural e informação.
Naturalmente, esses conhecimentos armazenados são repassados na mente,
laboratório intelectual do pregador, na medida do possível e à proporção que
vão surgindo as necessidades. Eles enriquecem o homem de Deus com novas
experiências. Acrescntadas ideias próprias, o pregador poderá preparar melhor os
seus sermões.[3]
Fortalece
os argumento acima, lição do renomado professor de homilética das Assembleias
de Deus no Brasil, Pastor Elinai Cabral:
Todo
pregador que se preze deve possuir uma biblioteca, à qual não deve faltar um
dicionário bíblico, uma enciclopédia bíblica, comentáios, geografia e
arqueologia bíblicas, história geral e da Igreja, livros devocionais,
biografias, manuais de doutrina, dicionário da língua portuguesa e outros.[4]
Uma
adverência deste autor deveria ser tocada em alto e bom som para os pregadores
atuais: “O pregador não deixa de ser espiritual
pelo fato de enriquecer seus sermões com conhecimentos gerais.”[5]
Não
foi Pedro que afirmou que o crente deve crescer na graça e no conhecimento de
nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (2 Pe3.18)? Não crescia Jesus em
sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens(Lc 2.52)? Por que desprezar o crescimento no
conhecimento?
A
precariedade nos púlpitos impede o crescimento dos cristãos, impede o avanço da
igreja, impede que seja Igreja.
Sendo
assim:
Aos
que pregam, não sejam negligentes (1 Tm 4.14).
Aos
que ouvem, não sejam acomodados (At 17.11.).
Continua...
*Editado em 22/08/17.
[1]- DANTAS,Anísio B.; Como Preparar Sermões –
Dominando a arte de expor a Palavra de Deus. 23ª impressão. Rio de Janeiro:
CPAD,2013, p.35.
A epístola bíblica de Tiago em seu capítulo 2.19 diz: "Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios creem e tremem."
O contexto do verso acima é o da fé aliada às boas obras, a ênfase que a
fé sem obras é morta e de nada adiante; que não é possível revelá-la
sem demonstrar factualmente obras de bondade.
Segundo o texto, os demônios também creem em Deus e até tremem. Muitos
homens creem da mesma forma, não duvidam da existência de Deus, tremem,
mas não apresentam através de suas vidas nenhuma ação que evidencia um
encontro real com Deus. Acreditar em Deus apenas
intelectualmente ou por medo de sofrer algum dano de nada vale,é
assemelhar-se aos demônios que creem, mas negam obediência. E aí,que fé temos nós?
Nas páginas bíblicas, profetizou Miqueias nos dias dos reis Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá. Em seus dias, viu o profeta coisas estranhas, absurdas para serem usuais no meio do povo de Deus, os descendentes de Abraão:
"Ouvi, agora, isto, vós cabeças de Jacó, e vós, chefes da casa de Israel, que abominais o juízo, e perverteis tudo o que é direito," (Mq 1.9)
E mais,
"Os seus cabeças dão as sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? Nenhum mal nos sobrevirá." (v. 11)
As denúncias de Miqueias não eram contra ímpios, povos que desde sempre tiveram por costume a idolatria e a prática de abominação aos olhos Senhor. Não. O povo objeto da denúncia profética era o povo de Deus, seu escolhido.
Pois bem, não é novidade que no Antigo Testamento o povo de Israel viveu altos e baixos em sua vida espiritual e moral. Talvez, o mais notório livro que trata do assunto seja o de Juízes, no qual a tônica que demonstra o comportamento povo é o fato de o escritor ter registrado, por mais de uma vez, que dentro o povo "cada um fazia o que achava mais reto".
Passaram-se muitos séculos, chegamos ao tempo da Graça, nos dias da Igreja cristã. Hoje, todos têm acesso ao Texto Sagrado [digo no Brasil e em boa parte do mundo], o que deveria ter como implicação o exame bíblico e a repulsa daquilo que com as Escrituras não é compatível (At 17.11). Infelizmente não é assim, pois muitos incautos e outros relaxados com o viver cristão não atentam para a advertência de Miqueias e sua aplicação para os dias de hoje. Ou seja, não veem que há aqueles que ensinam por interesse e outros profetizam por dinheiro. Outra classe de pessoas é a dos que ouvindo, sabendo e conhecendo não denunciam, mas compactuam.
Embora em regra o homem esteja inclinado a agir de forma a preservar sua vida, seus privilégios, seu status e não se levantar contra o que pode contra ele se voltar, Miqueias não agiu assim, mas abriu sua boca em tempos de crise e denunciou a opressão sobre os mais pobres e a falsa religiosidade dos líderes de Israel.
Estou convencido que o contexto de Miqueias é o mesmo da igreja brasileira. Sim! Pois embora haja muitos que por devoção santa sirvam ao Senhor na sua simplicidade e pureza de coração, outros, sabendo disto, usam da ocasião em benefício próprio. Daí, noticiar-se que um pregador estabelece tantos requisitos para "pregar a Palavra de Deus" em uma igreja e que seria mais fácil contratar uma estrela global a trazê-la em um culto; que um cantor fixa um cachê tão alto ("uma oferta de amor"), de modo que a cada cântico vai embora um mê$ de trabalho de alguns irmãos.
Miqueias tinha consciência do que estava errado, pois conhecia a vontade do Senhor, Sua Palavra. Portanto, em nossos dias, aos que consentem que obreiros interesseiros roubem o povo de Deus, aos que participam e ainda repartem o "lucro" da lã, saibam que o Senhor está atento e a tudo vê. Os líderes gananciosos nos dias de Miqueias pensavam que ia tudo bem, pois nada de mal lhes ocorria (v. 11); mas estão enganados, pois a opressão e os bastidores de suas vidas religiosas estão descobertos perante o Senhor, o qual retribuirá caso não se arrependam.
Numa palavra apostólica de advertência, penso que é adequado aqui um texto do Novo Testamento, conselhos de Pedro aos que, como ele fez, cuidam do rebanho do Senhor:
"Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho."
Na lição do próximo domingo, os Juvenis estudarão sobre bulluyng. O assunto é bem próximo dos alunos, os quais, com certeza já foram vítimas ou agressores. Às vezes a prática é "normal" no meio deles, corriqueira mesmo até no âmbito da igreja.
É de suma importância conscientizar os alunos sobre a gravidade do problema e seus reflexos danosos às vítimas.
O programa Fantástico, da Rede Globo, veiculou um quadro no programa, no último mês de Dezembro, intitulado "Eu amo quem sou". O quadro retratava justamente a prática do bullying nas escolas, as consequências sofridas pelas vítimas, a ação dos pais e como tratar a questão que, em níveis elevados, pode gerar gravíssimos problemas. O link é este: http://g1.globo.com/fantastico/quadros/eu-amo-quem-sou/
Veja dois exemplos da série nos vídeos abaixo:
A questão do ponto de vista legal:
O governo brasileiro brasileiro, na tentativa de tratar a questão do ponto de vista legal aprovou a Lei 13185/15 que "Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying)". Transcrevo abaixo o inteiro teor da Lei, a qual pode ser encontrada aqui.
É bom dar ciência a todos (adolescentes, pais e toda a igreja), da existência da Lei, esclarecendo e advertindo.
Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos
Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying).
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional.
§ 1o No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
§ 2o O Programa instituído no caput poderá fundamentar as ações do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como de outros órgãos, aos quais a matéria diz respeito.
Art. 2o Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda:
I - ataques físicos;
II - insultos pessoais;
III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
IV - ameaças por quaisquer meios;
V - grafites depreciativos;
VI - expressões preconceituosas;
VII - isolamento social consciente e premeditado;
VIII - pilhérias.
Parágrafo único. Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.
Art. 3o A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas, como:
I - verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II - moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III - sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
IV - social: ignorar, isolar e excluir;
V - psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;
VI - físico: socar, chutar, bater;
VII - material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII - virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.
Art. 4o Constituem objetivos do Programa referido no caputdo art. 1o:
I - prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade;
II - capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema;
III - implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação;
IV - instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores;
V - dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores;
VI - integrar os meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de identificação e conscientização do problema e forma de preveni-lo e combatê-lo;
VII - promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua;
VIII - evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil;
IX - promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais integrantes de escola e de comunidade escolar.
Art. 5o É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying).
Art. 6o Serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações.
Art. 7o Os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação e a correta execução dos objetivos e diretrizes do Programa instituído por esta Lei.
Art. 8o Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias da data de sua publicação oficial.
Brasília, 6 de novembro de 2015; 194o da Independência e 127o da República.
DILMA ROUSSEFF Luiz Cláudio Costa Nilma Lino Gomes
Explore bem a questão com os alunos, mostre a eles que essa prática que para muitos parecer ser inofensiva na verdade é séria, viola o novo mandamento dado por Jesus:
"Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei ,que também vos ameis uns aos outros." (Jo 13.34)
O cumprimento de tal mandamento tem grandes consequências: "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros." (v. 35)
A
lição dos Juvenis, desta semana, trata da Ética Cristã na Família. O assunto é de vital importância, pois a família é criação divina, é propósito do Eterno
desde o Éden. Sendo assim, é claro que o inimigo tem
firme propósito em destruí-la, e nos últimos tempos uma das estratégias
adotadas em nosso país é desconfigurar o modelo bíblico de família. Tal ação
diabólica, é exercida ao longo dos anos, não acontece da noite para o dia, mas
é eficiente, pois relativizando conceitos caros quanto à família ao longo dos
tempos, passados alguns anos a ideia de que o modelo bíblico é “ultrapassado” e
“retrógrado” já é assimilada por muitos.
Inicialmente,
vejamos que o conceito bíblico de família em Gênesis é composto, basicamente,
por quatro características:
1.União heterossexual;
2.Monogâmica;
3.Indissolúvel; e,
4.Com propósito de gerar filhos.
Ao
longo de toda a Bíblia, vemos que estas características são defendidas, tanto
que não é difícil observar alguns exemplos em que a violação dos itens listados
é combatida por Deus. Vejamos:
1’:
União homossexual é condenada, bem como outras relações sexuais ilícitas em
Levítico 18 e Rm 1.26.27.
2’:
o adultério é condenado nos Dez Mandamentos (Êx 20.14), assim como por Jesus
(Mt 5.27-32).
3’: A dissolução do casamento é duramente
combatida por Jesus (Mt. 19.6).
4':
sobre a geração de filhos, dois ótimos textos acerca da grandeza de tê-los é o Sl 127.3-5
e 128.3b.
O CONCEITO DE FAMÍLIA NA LEGISLAÇÃO
BRASILEIRA
A
Constituição da República Federativa do Brasil, dá tratamento especial à
família. O dispositivo abaixo define o que é família do ponto de vista
constitucional:
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial
proteção do Estado.
§ 1º O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos
da lei.
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem
e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em
casamento. (grifei)
De clareza solar é o caput (cabeça) do art. 226 ao definir que a família é base da
sociedade, algo já defendido nas páginas bíblicas há muito. Lendo o § 3º,
porém, vemos algo que parece soar estranho, pois o texto fala que é reconhecida
a união estável do homem e a mulher, repito: homem e mulher. Sim, esta é ainda a
redação da Constituição. Acrescente-se mais, agora, a redação do art. 1723 do
Código Civil, em vigor: “É reconhecida
como entidade familiar a união estável
entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e
duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família”. (grifei)
Tanto para a Constituição como para o Código Civil, a
família é composta, basicamente, pela união entre UM HOMEM e UMA MULHER. O que
ocorre então no Brasil? Ocorre que “os tempos modernos” a “evolução” (involução)
do pensamento ocidental não aceitam, de forma alguma, muitos dos princípios
judaico-cristãos sobre os quais foram firmados inicialmente os costumes e
cultura brasileiros.
Foi pisando a Constituição e a coerência hermenêutica,
que o STF – Supremo Tribunal Federal reconheceu, contra a Constituição, como
constitucional a união de pessoas do mesmo sexo ao julgar duas ações, a ADI
4277 e ADPF 132[1]. E a
partir da desastrosa e inconstitucional decisão, o CNJ – Conselho Nacional de
Justiça, sob a presidência do Min. Joaquim Barbosa e com fundamento no “novo entendimento”
da Suprema Corte, editou a Resolução n.º
175/13 dispondo sobre “a habilitação,
celebração de casamento civil, ou de conversão de união estável em casamento,
entre pessoas de mesmo sexo.”[2]A
Resolução proíbe que as autoridades competentes recusem a habilitação,
celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento de
pessoas do mesmo sexo.
Assim o Brasil através do STF, ignorando o que os constitucionalistas
chamam de “princípio da supremacia constitucional”, disse o que a
Constituição não diz, aprovou o que ela veda... Ah, e nossos nobres
legisladores, nossos queridos e eleitos Deputados e Senadores, fingiram que não
viram nada, que não era com eles, pois, têm o poder para, legislando, socorrer
o texto constitucional e a opinião da maioria dos brasileiros, mas não é
conveniente, então, fingem que não é com eles.
Eis aí, um bom argumento, penso eu, para justificar a
necessidade de os brasileiros, digo aqui principalmente cristãos, acompanharem o
que acontece na politica e não “demonizá-la”, pois somos afetados diariamente pelo
que Brasília decide, depois não adianta reclamar. Claro que a disposição para
melhor conhecimento do que acontece à nossa volta não substitui o exercício
diário das virtudes cristãs, da oração, do evangelismo, da leitura bíblica
etc., etc.
Voltando ao esquema da lição dos Juvenis, os tópicos 2 (A Importância da Família no Século XXI) e 3 (A Vontade de Deus para a Família) da lição não são de
menor importância, mas neste breve comentário, ficarei limitado aos comentários
acima. Desenvolva o professor os dois últimos tópicos com bastante propriedade,
pois são muito relevantes, principalmente acerca do exercício do papel de cada
componente na família.
[1] -
Vide a notícia divulgada pelo próprio Supremo no link: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=178931
Na
última semana, o plenário da Câmara de Deputados elegeu como seu presidente o
Deputado Federal Rodrigo Maia. Maia assume a presidência após o longo e trágico
episódio envolvendo o ex-presidente da Casa, Eduardo Cunha; aliás, a novela de
Cunha continua, noutros aspectos, e promete muitos capítulos ainda.
O
cenário atual é propício para tocar em um assunto já conhecido no meio cristão,
mas que ainda encontra muita resistência: a igreja e a política.
Política
é algo bom, necessário, que acontece todos os dias em todos os lugares, até
mesmo nas igrejas. Correto? Basta verificar o sentido da expressão: “1. Conjunto dos fenômenos e das
práticas relativos ao Estado ou a uma sociedade. 2. Arte e ciência de em governar, de cuidar dos negócios públicos. 3. Qualquer modalidade do exercíco da
política. 4. Habilidade no trato das
relações humanas. Mode acertado d conduzir uma negociação, estratégia.”[1]
Por
outro lado, politicagem é algo bem
diferente segundo o mesmo dicionário: “política mesquinha, estreita.”
Alguns
cristãos talvez julguem ser blasfêmia, mas política é algo bíblico, é necessário,
é vontade de Deus que seja exercida. Destaca-se o conceito de que política é a
“arte e ciência de governar, de cuidar
dos negócios públicos”. Neste sentido, a política deve ser feita em todos
os ambientes, até no eclesiástico. Sim, gerir bem, administrar com habilidades,
por meios lícitos e para finalidades louváveis deve ser algo até mesmo do pai
de família, quanto mais dos líderes religiosos! Já a politicagem... esta sim
assombra a muitos e também aos cristãos, daí a rejeição do tema política, mas
não por ser esta ruim, perniciosa, mas em razão de ser conhecida muito mais
pelo exercício da politicagem.
Voltando
ao caso do novo presidente da Casa legislativa, vale observar que em nosso país
o Poder Legislativo, encarregado, dentre outras coisas, de legislar, é composto
de duas casas: Câmara dos Deputados (com 513 membros, representantes do povo) e
Senado Federal (composto de 81 membros, representantes dos Estados e do DF).
Este foi estabelecido como casa revisora e aquela como casa iniciadora, haja
vista na maioria das vezes o processo legislativo ter início na Câmara. Maia
presidirá então, a Casa com maior visibilidade política e grande responsável
por tratar de temas relevantes para o país, os quais devem ser regulados por
lei.
Na
última segunda, 18/07/16, Maia esteve no programa Roda Viva sendo entrevistado
por vários profissionais ligados ao meio político e jornalístico. Ao ser perguntado
sobre temas polêmicos, que não raras vezes estão no noticiário e sob pressão
para apreciação parlamentear, o novo presidente disser ser, pessoalmente,
contra a legalização das drogas ilícitas, contra o casamento homossexual (mas a
favor da união estável) e afirmou ainda que acerca do aborto a legislação
brasileira já abarca satisfatoriamente os casos necessários (lembrando que no
Brasil é possível o aborto em três casos[2]:
1. Aborto quando a gravidez é fruto
de estupro; 2. Caso a mãe esteja em
risco de morte e, 3. Em caso de feto
comprovadamente anencéfalo).
No
entanto, é de suma importância que todos os brasileiros estejam atentos ao
ocorre no Congresso Nacional (as duas Casas Legislativas), pois as leis ali
produzidas afetam a todos, e como os Deputados são, em tese, representantes do
povo, então deveriam defender o que lhes é mais benéfico [ao povo]. Leis
imorais e contra os princípios cristãos não são aprovadas na calada da noite, o
processo legislativo não funciona assim, mas se não há interesse cristãos, se
ainda mantém a ideia incorreta que política e religião não se misturam podem
colher os frutos da sua indiferença, frutos maus.
Para
os que se opõem à política, é bom lembrar que a liberdade religiosa no Brasil é
fruto, justamente, nos dias atuais, de garantia constitucional (legal):
Art. 5º Todos são iguais perante a
lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(...)
VI - é inviolável a liberdade de
consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a
suas liturgias;
Nem sempre foi assim, pois na Constituição do Império,
de 1824, a religião católica era a religião do Estado, não aceitando-se manifestação pública de outra fé:
Art. 5. A Religião Catholica
Apostolica Romana continuará a ser a Religião do Imperio. Todas as outras
Religiões serão permitidas com seu culto domestico, ou particular em casas para
isso destinadas, sem fórma alguma exterior do Templo.[3]
(redação original)
Cabe
aqui uma lição muito clara e lúcida do Pastor e escritor Silas Daniel. Em sua
excelente obra “A Sedução das Novas Teologias” trata do engajamento popular
junto à política nacional; é um envolvimento para além do simples conhecimento
do que ocorre no Legislativo, portanto, um passo mais além ainda na caminhada:
INFLUÊNCIA
CORRETA E MAIS EFETIVA
Portanto,
em vez de nos preocuparmos apenas em aumentar o número de representantes no
Congresso Nacional para tentar deter leis anticristãs, devemos, cada um de nós,
procurar exercer influência cristã, como sal e luz, nos lugares onde Deus nos
colocou. O que adianta termos 100 represnatnes no Congersso Nacional se a
própria igreja não se engaja pela transformação do país?
Veja
o exemplo de muitos evangélicos
norte-americandos nos Estados Unidos. Em vez de ficarem parados reclamando da aprovação
de leis anticristãs, da escola que só faz ensinar evolucionismo aos filhos, do aumento
da degradaçã moral da sociedade, dos programas de televisão que são péssimos,
eles particpalm de discussões, fazem manifestações públicas, boicotam produtos,
etc. Mas também não estou propondo só isso.
Não
devemos minimizar a importância de termos representantes políticos no Congresso
Nacional, nem demonizar a política (“Política é coisa do diabo”), mas também
não devemos ficar pensando que ter representantes políticos é tudo. Nem devemos
pensar que engajamento é só luta e protesto. O que muda mesmo é a presença
ativa da igerja na sociedade, é ser sal e luz, pregar, evangelizar, ganhar vidas
para Cristo e discipulá-las, é viver uma vida de santidade, viver uma vida
inspiradora e ainda participar, envolver-se, manifestar opinião em toda
oportunidade que surgir.”[4]
Assim,
é bom ficar de olho, dar ouvidos, acompanhar e, na medida do possível,
participar da política, pois determina em muitos aspectos própria vida.
Por
fim, sugiro que não deixe de ver toda a entrevista de Rodrigo Maia, note suas afirmações, entenda um pouco de sua função.
[1] - FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Mini Dicionário da língua portuguesa. 6. ed. Curitiba: Positivo, 2006. p. 640.
[2] -
Para melhor esclarecimento, vide art. 128 do Código Penal e decisão proferida
pelo STF na ADPF – Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n.º 54 ,
na qual ficaram fixados os parâmetros para aborto de feto anencéfalo, além da
Resolução n.º 1989/2012 CFM – Conselho Federal de Medicina (que dispõe sobre o
diagnóstico de anencefalia para antcipação terapêutica do parto).