Abaixo, comentário do Pr. Esdras Costa Bentho ao texto por ele elaborado para este trimestre de Escola Dominical para faixa etária de jovens. Os vídeos das próximas lições, conforme publicados pela CPAD, serão disponibilizados aqui também.
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Lição 01 - Lições Bíblicas Jovens - 4º Trim./2015 - CPAD
Abaixo, comentário do Pr. Esdras Costa Bentho ao texto por ele elaborado para este trimestre de Escola Dominical para faixa etária de jovens. Os vídeos das próximas lições, conforme publicados pela CPAD, serão disponibilizados aqui também.
domingo, 4 de outubro de 2015
PRECISA-SE DE PREGADORES COMO FILIPE
Inicialmente, vale ressaltar que a seara é grande e há carência de ceifeiros. Contudo, há necessidade de bons ceifeiros, não de homens inabilitados para o manuseio das ferramentas usadas na colheita, do contrário, além de haver grande possibilidade de prejuízo próprio, há também chances de danificar os campos.
Em Samaria chegou, certa vez, um diácono chamado Filipe, o qual, assim como outros, fugiam da perseguição em Jerusalém (At. 8.4-8). Filipe pregava a Cristo aos de Samaria, anunciava ao que fora morto e reviveu à multidão e estas atendiam unânimes às coisas que o pregador dizia, ouvindo-as e e vendo os sinais que ele operava; havia cura, demônios eram expulsos; grandes coisas aconteciam ali pela manifestação do poder de Deus.
Pensemos então, Filipe estava agora no centro das atenções do povo de Samaria, certamente era celebrado por aqueles moradores, pois podia fazer coisas grandiosas e nessas condições era muito cômodo ali ficar, tendo alegria em participar de grandes cultos.
Sabendo que o coração do homem é enganoso e dele procedem todos os males, não é exagero afirmar que, aos olhos humanos, aquele ministério para Filipe era coisas mui desejável e que, se pudesse, não acabaria. Com isso, podemos fazer uma analogia com os ministérios atuais, não? Homens que são levantados por Deus de lugares desconhecidos, obscuros e, de repente, estão sob holofotes, contudo, mesmo que Deus queira apagar as luzes eles insistem em lutar com o Senhor, e isso para que o Mestre mantenha a casa cheia, os hotéis aconchegantes, os vôos constantes, os cachês volumosos e os abraços e honrarias constantes.
A Samaria resolveram enviar apóstolos, a saber, Pedro e João, os quais foram poderosamente usados por Deus naquela cidade (vv. 14-25).
Quanto a Filipe, vemos que o Senhor resolveu transferi-lo para outro lugar a fim de continuar fazendo a importante obra de Deus. Um público maior, isso? Não, pelo contrário, tirou o Senhor seu servo do centro da atenções e levou-o para um caminho deserto (v. 26), e para isso acontecer não foi necessário retirá-lo à força de Samaria, não, apenas um anjo falou que fosse ao lugar determinado e ele assim o fez. Noutros lugares, convites a descer a um "ministério menor", ou a falar a poucas pessoas soa como desonra, como se Deus tivesse o compromisso de manter seus "servidores efetivos" em lugar de destaque e não transferi-los a bem do serviço do reino.
Filipe, agora, desce a pregar a um homem que seguia para sua terra em uma carro. Assentado e lendo o Texto Sagrado em Isaías o viajante nada entendia, mas aproximando-se Filipe ouviu o que era lido, indagou se o homem compreendia, e tendo este dito que não, Filipe cumpre a missão de ensinar, ainda que a um só homem. Desse episódio registrado em Atos 8.26-38, resultou a conversão e imediato batismo de um que provavelmente levou a santa mensagem ao seu povo.
Filipe, depois, achou-se noutro lugar evangelizando, não importando-se com o número de ouvintes, mas fazendo o que o Senhor da seara determinava.
Precisa-se de pregadores assim, fieis diante de grandes auditórios, mas obedientes e alegres em pregar a um só. Do contrário, penso que os que selecionam a parte da seara a que falam talvez sejam sócios do Dono, ou talvez saibam administrar melhor do que aquele ordenado os trabalhadores.
sábado, 26 de setembro de 2015
AOS PREGADORES PENTECOSTAIS: UMA MENSAGEM NECESSÁRIA
Abaixo, trecho de ministração de um Pastor Pentecostal, Pr. Elienai Cabral, falando aos pregadores do nosso meio.
Indispensável aos pregadores da atualidade, que são do meio pentecostal, e também aos que não são, mas são críticos, pois a mensagem retrata um padrão que deve ser adotado no meio pentecostal; abaixo o Pastor adverte os que, dizendo-se pentecostais, optam por meninices ou bizarrices.
No primeiro vídeo, um trecho menor, mas muito valioso; no segundo vídeo a ministração completa.
terça-feira, 22 de setembro de 2015
DEVE-SE PREGAR A PALAVRA, PUBLICAMENTE E DE CASA EM CASA. MAS TODOS CONSEGUEM?
No livro de Atos dos Apóstolos, precisamente no capítulo 20 versículos 17-27, Paulo chama os presbíteros da igreja de Éfeso para despedir-se e, durante seu discurso, diz, no versículo de número 20: "... jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa..."
Não obstante a riqueza contida no trecho mencionado, é interessante meditar na parte transcrita.
O Apóstolo dos gentios, o homem instruído aos pés de um doutor da lei [Gamaliel], o missionário incansável, o plantador de igrejas, o homem que escreveu mais da metade do Novo Testeamento afirmou que pregava publicamente a Palavra, mas também de casa em casa.
Anunciar a Palavra publicamente poderia ser algo maravilho como nos dias de Pedro quando quase três mil creram (At. 2.14-41), ou ainda no Templo, quando o número dos que ouviram e creram subiu a quase cinco mil (At. 3.11 - 4.4), mas não é sempre assim, segundo Paulo também havia a necessidade de anunciar a Palavra de casa em casa, ou seja, a um pequeno grupo ou, quem sabe, a um só indivíduo.
Tal pequeno trecho da Bíblia pode colocar muitos pregadores em sérias dificuldades hoje, pois apesar de exaltarem a Paulo como um grande exemplo a ser seguido, não se sujeitam a pregar a pequenos grupos. Será que julgam ser maiores que Paulo? Será que Deus chama alguns exclusivamente para grandes plateias?
Deveriam sentir vergonha, mais ainda, se observarem o exemplo do meigo Nazareno, pois em alguns momentos afastava-se da multidão para orar sozinho, ou ainda pregava grandes sermões a uma única pessoa, como em João 4.1-30 no episódio da mulher samaritana.
Aos que preferem as multidões em detrimento de pequenas igrejas, cabe a advertência de Paulo a seu filho na fé, Timóteo: "Conjuro-te perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade na doutrina." (2 Tm 4.1,2)
Se convidado a pregar em uma pequena congregação na periferia em que há poucas pessoas e cujo som é propagado seu auxílio de equipamento sonoro, pregue! Se a um grupo de pessoas humildes, distantes do teu grandioso conhecimento intelectual, pregue! Se em um maravilhoso templo, cuja beleza é inigualável, pregue! Se a um só indivíduo, pregue!
Você não foi chamado para fazer a tua vontade, então, em qualquer ocasião, anuncie a grandeza do Senhor. Do contrário, examine-se a si mesmo e veja se ainda permanece na fé.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO
Eu
sei em quem tenho crido
2 Tm 1.8-12
I
– INTRODUÇÃO
Contexto da escrita da carta e a situação do
Apóstolo.
Breve comentário sobre a vida de Paulo, o qual foi
designado pregador, apóstolo e mestre (v.11).
II
– O SOFRIMENTO DO APÓSTOLO E SEU MOTIVO (v.12 a)
“e,
por isso, estou sofrendo estas cosias;”
O apóstolo estava encarcerado não por ser um
criminoso, mas por causa da pregação do Evangelho.
O que estava sofrendo? Prisão em Roma e, depois,
decaptação. Além disso, dá uma lista em 2 Co 11.24-27 de provações a que foi
submetido.
Ø Pode
o crente sofrer por causa do Evangelho? Sim.
Outros
tantos sofreram, muito; por exemplo: Estevão, John Bunyan (12 anos
encarcerados por pregar) e, atualmente, os cristãos no oriente, nos países
dominados pelo islamismo extremista.
Ø O
que temos temos nós sofrido pelo Evangelho (se é que estamos nEle)?
Chicotadas? Apedrejamentos?
Naufrágios por causa de nossa diligência em legar a mensagem a outros? Nudez? Ameaças
de morte?
Ø Talvez
haja algum problema na visão acerca do Evamgelho, naquilo que o povo dele
espera. O que esperamos do Evangelho?
Esperamos que ele nos enriqueça?
Que nos faça pequenos deuses enquanto vivemos aqui?
III
– NÃO HÁ VERGONHA PARA OS QUE CREEM
1 “todavia não me envergonho”(v. 12 b)
Apesar de todas as
aflições e humilhações; apesar das ameças de morte; apesar do abandono que
sofrera (2 Tm 4. 9,10,16,17) dizia Paulo: “não me
envergonho”.
Ø E
nós, temos nos envergonhado do Evangelho? Ou ainda, temos sido uma vergonha
para o Evangelho?
2) “porque eu sei em quem tenho crido”
(v. 12c)
2.1)
Fé pessoal : “eu sei”; cada cristão deve exercitar a própria
fé, buscar fortalecê-la e fazê-la crescer pela leitura da Palavra, oração,
jejum e entrega ao Senhor.
2.2)
Fé em alguém (Cristo): “em quem”; Paulo não cria em nada [deuses] a não ser em Cristo; creu antes na interpretação fariseu da Lei e cometeu pecados
em nome de Deus.
A fé do apóstolo é em um
Deus pessoal, não em ídolos mortos.
Não basta ter fé, mas
devemos tê-la em Deus, pois existem outros tipos de fé:
v Fé intelectual:
os que creem que Deus é um só (Tg 2.19)
v Fé dos demônios:
creem e até estremecem (Tg 2.19)
Ø Em quem temos crido?
Em
uma religião? Em um sistema de regras humanas limitadas a fazer e não fazer?
Cremos numa igreja? Cremos no inferno e somos impulsionados, por medo, a abraçar
uma religião? Cremos na cura ou
prosperidade?
Cremos
em Cristo Jesus para a salvação!
“Se com a tua boca, confessares
jesus como Senhor e, em teu coração, creres
que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” Rm 9.10
IV
– A CONFIANÇA FIRMADA NA FÉ OLHA PARA AQUELE DIA
“... e estou certo que
é poderoso par guardar o meu depósito até aquele Dia” (v12 d)
Apesar de estar à beira
da morte, o Apóstolo cria em Deus e olhava firmemente para o que estava por
vir, o que também afirmou em 4.6,7 e 8:
“Quanto
a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é
chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a
coroa de glória me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele
dia; e não somente a mim, mas a todos os quantos a amam a sua vinda.”
Cremos em Deus, que
guardará o que nos foi confiado por Ele até o dia em que findarmos nossa batalha.
Nossa esperança não
está limitada a esta vida, pois, como já disse Paulo, se assim fosse seríamos
os mais miseráveis dentre os homens.
V
- CONCLUSÃO
O cristão verdadeiro
sofre por causa do Evangelho, pois a conduta daquele como servo de Deus trará
implicações de confronto com o mundo, a
carne e o diabo, o que certamente causará sofrimento em diferentes escalas aos
que creem.
Mas, apesar de aflições
internas, do mundo e até mesmo entre irmãos, cremos e não desfalecemos, pois
sabemos em quem temos crido e que Ele é poderoso para nos guardar até aquele
Dia.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
A RESSURREIÇÃO DE JESUS, UMA VISÃO APOLOGÉTICA (ATUALIZADO PARA - LIÇÃO 13 REVISTA LIÇÕES BÍBLICAS)
Falar sobre a ressurreição de Jesus é algo que pode gerar muitos questionamentos para aqueles que não creem que Ele é o filho de Deus e que foi por Ele ressucitado após morrer na cruz, ou ainda, em alguns que creem mais ainda têm certas dúvidas. Para os cristãos em geral não há problemas em crer em tal Doutrina, mas há algumas pessoas que se sentem intrigadas com alguns pensamentos acerca da ressurreição, por isso veremos aqui alguns pontos bíblicos, históricos e lógicos que corroboram com a ressurreição de Jesus como fato histórico autêntico e inegável, sem o qual seria infundada nossa fé nEle como o Filho de Deus.
Paulo afirma na carta escrita à igreja em Corinto que se a ressurreição não fosse verdadeira nossa fé seria vã, sem sentido, sem lógica, infundada, contudo, se Cristo ressucitou Ele é o Fillho de Deus e nossa esperança é real e verdadeira , assim como todas as Suas Palavras e promessas.
"E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé." I CO 15.14
Os livros de apologética têm tratado sobre a questão da ressurreição de Jesus sobre vários aspectos e sob o olhar de vários examinadores, quero aqui citar um deles, Gary Habermas, estudioso que segundo Geisler "completou a mais ampla investigação já feita até o momento sobre o que os estudiosos acreditam a respeito da ressurreição de Jesus. Habermas reuniu mais de 1.400 obras dos eruditos mais críticos que falam sobre a ressurreição de Jesus, escritas de 1975 a 2003. Na obra The Risen Jesus and Future Hope [O Jesus ressurreto e a esperança do futuro] ".[1]
São vastos os argumentos de Habermas e outros estudiosos sobre o assunto, não só os estudiosos cristãos, sejam eles de posicionamentos teológicos diferentes ou não, concordam com o fato histórico da ressurreição de Jesus como também alguns céticos veem o acontecimento como um fato, é o caso do filósofo ateu Michael Martin que afirma a ideia de que Paulo realmente encontrou-se com o Jesus ressurreto: "Entretanto temos apenas um relato de uma testemunha ocular contemporânea sobre a aparição de Jesus após a ressurreição, a saber, o de Paulo"[2]
Vejamos alguns dos pontos mais claros que mostram evidências satisfatórias da ressurreição de Jesus, lembrando que seria impossível transcrever e abordar aqui todos os argumentos que colaboram com essa visão.
O Testemunho de Paulo e dos discípulos
Segundo o texto bíblico Paulo era um perseguidor da igreja cristã, consentiu na morte de Estevão (At 8.1) e oprimia os cristãos sob perseguição cruel (At 8.3); como se converteria instantaneamente ao cristianismo? Àquilo que perseguia e era considerado por ele como um mal à sociedade judaica? Somente um real encontro com Jesus Cristo poderia fazer com que Paulo se convertesse, e esse encontro é narrado por ele mesmo em Atos quando ele pediu ao Sumo Sacerdote carta autorizando-o a prender cristãos em Damasco. No caminho para Damasco deparou-se como uma forte luz e uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? Atônito ele pergunta quem era e o próprio Jesus responde a Saulo revelando-se a Ele como o Senhor da igreja, era Jesus a quem ele perseguia. Ao chegar no destino Paulo já era outra pessoa, sua experiência o fizera abandonar seu primeiro propósito de perseguir os cristãos tornando-se agora um seguidor de Cristo. Por inúmeras vezes Paulo testifica da veracidade da ressurreição de Jesus (I Co 9.1; 15.8; Gl 1.16).
Em I Co 15.3,4 Paulo afirma ter recebido o ensinamento da morte e ressurreição de Cristo de outras pessoas, dos outros apóstolos provavelmente, isso estava de pleno acordo com a experiência que tivera a caminho de Damasco com Jesus ressucitado, o ensinamento de Jesus da ressurreição já era corrente entre todos os cristãos da época pois muitos já haviam testificado
da aparição do Messias após sua morte: Maria Madalena (Jo 20.10-18); Maria Madalena e outra; Maria (Mt 28.1-10); Pedro (1Co 15.5) e João (Jo 20.1-10); Dois discípulos (Lc 24.13-35); Dez apóstolos (Lc 24.36-49; Jo 20.19-23); Onze apóstolos (Jo 20.24-31) Sete apóstolos a o 21); Todos os apóstolos (Mt 28.16-20; Mc 16.14-18); Quinhentos irmãos (1Co 15.6); Tiago (1Co 15.7); Todos os apóstolos (At 1.4-8)
O que levou os discípulos de Jesus a uma transformação tão repentina? O que poderia ter acontecido a eles que os levassem a doar a vida pela causa de Cristo?
Não há resposta melhor de que o fato que Jesus realmente aparecera a eles após a Sua morte. O sepultamento do Jesus é informado em fontes antigas que Paulo inclui na sua primeira carta aos Coríntios ( 15.4), esses relatos podem se datados de aproximadamente cinco anos após a morte de Jesus, portanto não podem ser lendários, o espaço de tempo é extremamente curto para a criação de uma lenda e fixação, também havia nos dias de Paulo testemunhas vivas da ressurreição de Jesus, eles podiam atestar que os relatos eram verdadeiramente fiéis.
A transformação dos discípulos foi algo singular e incontestável, de forma instantânea eles passaram a crer que Jesus lhes havia aparecido e estavam agora dispostos a darem a vida pela causa de Cristo, a convicção deles foi tão forte que já não achavam relevantes os temores e provações que poderiam passar, pois a ressurreição de Jesus garantia-lhes o céu. Veja o que Pedro relata em sua carta, ele que foi testemunha ocular do Jesus ressurreto:" Bendito seja o Deus e pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcecível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais,embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações."I Pe 1.3-5
A convicção de Pedro e dos outros discípulos que Jesus havia ressucitado era tão forte, que levou muitos deles a serem martirizados pela sua fé, por sua convicção na vida eterna garantida por aquele que havia vencido a morte; a história da igreja está repleta de pessoas que deram a vida pela causa de Cristo, não só as testemunhas oculares mas vários cristãos tiveram suas vidas transformadas pela realidade da ressurreição de Cristo, realidade que é crida até hoje e que tem feito pessoas paderecerem por sua fé em vista da convicção do céu que lhes aguarda. No século XIV a história nos relata que John Huss foi morto pela causa de Cristo, por crer e propagar as verdades do Evangelho morreu queimado cantando Salmos e profetizando: " hoje vocês queimam o ganso ( Huss na língua Boêmia significa Ganso ) mas daqui há cem anos Deus levantará um Cisne a quem não podereis queimar." O que aconteceu: 102 anos mais tarde,1517, Martinho Lutero iniciou oficialmente a Reforma Protestante. É incontavel o número de pessoas que doaram a vida pela causa de Cristo, tanto nos dias apostólicos como após, e até os dias de hoje pessoas morrem por não negarem a Cristo.
Outro importante fato que nos mostra a veracidade dos escritos acerca dos testemunho real da ressurreição de Jesus é o registro de que mulheres viram-no ressurreto, o testemunho de mulheres não era considerado fidedigno, por isso eram proibidas de testemunharem nos tribunais judaicos, só a veracidade do fato poderia levar os escritores a registrar o testemunho delas.
Também sabemos que José de Arimatéia foi quem emprestou o túmulo para o sepultamento de Jesus, isso nos leva a entender que todos sabiam a localização exata do túmulo de Jesus, era algo público; é conhecido que Arimatéia era membro do sinédrio que condenara Jesus e é impensável que um grupo de religiosos envolvessem o nome de um membro do sinédrio em uma mentira. Esse fato também mostra-nos como a ressurreição de Jesus é algo verdadeiro.
O fato de Jesus ter ressucitado nos tem movido até os dias de hoje, levando-nos a defender uma fé centrada no filho de Deus que se doou em favor de toda a humanidade e que uma vez mais voltará para nos levar para junto dEle, mas ainda que não testemunhemos tal acontecimento maravilhoso estaremos com Ele quando fecharmos os olhos para este mundo.
" Se Jesus de Nazaré realmente ressucitou dentre os mortos, então nós temos um milagre divino em nossas mãos e, assim, uma evidência da existência de Deus"[3]- Willian Lane Craig.
Portanto nossa fé não é vã, e nosso credo é imcomparavelmente distinto dos apresentados por outras religiões, nossa fé está fundada em algo totalmente fiel e verdadeiro, o que nos distingue de todos os outros seguidores de qualquer religião no mundo, a verdade absoluta existe e ela está em Cristo.
Bibliografia:
GEISLER, Norman; TUREK, Frank. Não Tenho Fé Suficiente para ser Ateu . 2ed. São Paulo: Editora Vida Acadêmica, p. 222.
BECKWITH, Francis J.; CRAIG, Willian L.; MORELAND, J. P.; Ensaios Apologéticos, Um Estudo para uma Cosmovisão Cristã. 1ed.Dezembro: Hagnos, p.225.
STROBEL, Lee. Em Defesa da Fé. 2. ed. São Paulo. Editora Vida Acadêmica, p. 109.
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