sábado, 10 de janeiro de 2015
domingo, 4 de janeiro de 2015
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
LEMBRAI-VOS DE LÓ!
Conhecemos a história
de Ló (Gn 13), sobrinho de Abrão, mas principalmente o que Jesus disse acerca
de sua esposa: “lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc 17.32). O Senhor destacou a
mulher pelo seu comportamento, e de fato é digna de observação de todos nós, mas
a Palavra de Deus também ensina muito acerca de Ló.
Em Gênesis 13 vemos a
história que conta a separação de Abrão e Ló. Os pastores dos dois disputavam
entre si, pois era grande o rebanho de ambos e a terra em que estavam juntos
não os suportava. Assim, Abrão buscou resolver a questão amigavelmente, dizendo
que Ló escolhesse a parte da terra para a qual queria ir e o patriarca iria em
direção contrária, acabando assim com a contenda entre os servos de ambos.
“Levantou
Ló os olhos e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada (antes de
haver o Senhor destruído Sodoma e Gomorra), como o jardim do Senhor, como a
terra do Egito, como quem vai para Zoar” (Gn 13.10). Aqui,
parece que podemos imaginar a face de Ló ao contemplar o cenário maravilho da
natureza bela do Criador e, movido pelo que viu, não teve dúvidas: “Então Ló escolheu para si toda a campina do
Jordão e partiu par ao Oriente...” (v. 11).
Os versículos seguintes
são assustadores, pois falam com mais clareza do local em que Ló escolheu
acampar; descrevem os versos 12 e 13 a cidade até onde estendeu Ló sua morada e
como eram tais moradores aos olhos de Deus. Observe: “Habitou Abrão na terra de Canaã; e Ló, nas cidades da campina e ia
armando as suas tendas até Sodoma.
Ora, os homens de Sodoma eram maus e
grandes pecadores contra o Senhor”
Como alguém decide
fixar sua morada no meio de homens assim? Como um pai escolhe esse meio para
criar seus filhos e conviver com sua família? Seriam as campinas do Jordão tão
atraentes que Ló não viu nada além delas? Ou não considerava o sobrinho de
Abrão que o local de sua morada ia além de bom pasto para seu rebanho?
Podemos aplicar o
exemplo de Ló aos nossos dias? Sim, é a resposta. Estamos inseridos em um
sistema que tem seus fundamentos em uma visão de mundo que excluiu Deus e os
valores divinos. Os ímpios deste século, assim como os “vizinhos de Ló”, são
maus e grandes pecadores contra o Senhor. Dentre tantas coisas, hoje querem
esvaziar a noção de certo e errado, alegando que cada um faz o que bem entende
de sua vida. Relativizam tudo dizendo: “é verdade pra você, mas não para mim.”
Os cristão estão aptos
para viver em um mundo assim? Devemos responder. Parece-nos que Ló não estava
preparado, pois não notou a podridão do lugar em que habitava.
O sobrinho de Abrão
podia levar sua casa para outro lugar, fisicamente falando; nós, por outro
lado, somos convidados a manter nossa mente, nossa vida longe do sistema
mundano, mas para isso precisamos discernir o que é o sistema dominado pelo
inimigo, para tanto precisamos manter uma reflexão constante da Palavra de
Deus, examinando-a sob oração. Precisamos analisar cada movimento à nossa
volta, os valores apoiados pela mídia e promovidos via internet, TV e outros,
caso contrário, poderemos cair diante do sistema que consumiu a moral de Ló e
sua casa.
Sem o padrão bíblico
poderemos cair no erro de não discernir que tipo de comportamento cultural ou
de nossa parte ultrapassam o limite do comportamento do cristão, o que pode
implicar em afastá-lo da fé, separando-o do Corpo de Cristo.
Ao final do relato de
Gênesis, temos um catastrófico resultado na vida de Ló: perde tudo que tem, a
esposa e, com as duas filhas e “as roupas do corpo” é tirado da cidade; suas
filhas, que certamente não discerniam mais se o comportamento sodomita era
errado ou não, embebedam o pai e, deitam-se com ele, cometendo incesto.
Eis a recompensa de um
homem que não teve entendimento do ambiente em que armava suas tendas e não
atentou para o perigo de habitar no meu de um povo mau aos olhos de Deus e grandes
pecadores.
E nós, em que lugar
fixamos nossas raízes? Que influencia o sistema à nossa volta exerce em nós,
nossos filhos, nossa igreja, nossa visão de mundo?
“E
não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa
mente...” Rm 12.2a
“...
antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre
preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há
em vós” 1 Pe 3.15.
Lembrai-vos de Ló!
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
OBRIGATORIEDADE DE PASTORES CELEBRAREM CASAMENTO GAY
Segundo
postagem no site cpadnews, em certa localidade nos Estados
Unidos os ministros religiosos agora são obrigados a realizar casamento de
pessoas do mesmo sexo.
Os Estados Unidos da América têm uma das Constituições mais antigas e sintéticas comparada à maioria dos países, sendo que as três mais importantes características das Constituições são cuidar da estrutura do Estado, a organização dos poderes e elencar direitos fundamentais.
Ora, dentre os direitos fundamentais amplamente discutidos hoje na era do Estado Democrático de Direito está o direito à liberdade religiosa.
Vejamos o que diz a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que está me vigor nos EUA desde 1978, acerca do tema:
Os Estados Unidos da América têm uma das Constituições mais antigas e sintéticas comparada à maioria dos países, sendo que as três mais importantes características das Constituições são cuidar da estrutura do Estado, a organização dos poderes e elencar direitos fundamentais.
Ora, dentre os direitos fundamentais amplamente discutidos hoje na era do Estado Democrático de Direito está o direito à liberdade religiosa.
Vejamos o que diz a Convenção Americana de Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica), que está me vigor nos EUA desde 1978, acerca do tema:
Artigo 12 - Liberdade de consciência e de religião
1. Toda pessoa tem direito à liberdade de consciência e de religião.
Esse direito implica a liberdade de conservar sua religião ou suas crenças, ou
de mudar de religião ou de crenças, bem como a liberdade
de professar e divulgar sua religião ou suas crenças, individual ou
coletivamente, tanto em público como em privado.
2. Ninguém pode ser submetido a medidas
restritivas que possam limitar sua liberdade de conservar sua religião ou suas
crenças, ou de mudar de religião ou de crenças.
3. A liberdade de manifestar a própria religião e as próprias crenças
está sujeita apenas às limitações previstas em
lei e que se façam necessárias para proteger a segurança, a ordem, a saúde ou a
moral públicas ou os direitos e as liberdades das demais pessoas.
4. Os pais e, quando for o caso, os tutores, têm direito a que seus
filhos e pupilos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com
suas próprias convicções.
O
dispositivo internacional é claro em assegurar a liberdade de crença, de fé e
de manifestá-la se não incorrer nas limitações do item 3.
Obrigar
ministros religiosos que não concordam a casarem pessoas do mesmo sexo é
infringir o Pacto, é limitar a liberdade religiosa consagrada no texto, mas em
parte dos EUA parece não ser assim que enxergam a questão.
No
Brasil, por outro lado, os ministros religiosos não estão sofrendo hoje tal
agressão aos seus direitos. Nosso país aderiu ao Pacto mencionado acima, que
ingressou no ordenamento jurídico pátrio como norma supralegal, ou seja, acima
das leis e abaixo da Constituição. Mas além desta previsão ainda há o disposto
no art. 5º da Constituição brasileira de 1988:
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
VI - é inviolável a liberdade de
consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a
suas liturgias;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa
ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa,
fixada em lei;
Conforme
inciso VIII "ninguém poderá ser
privado de direitos por motivo de crença religiosa..."; este
dispositivo seria desrespeitado se uma lei tivesse por objetivo constranger um
ministro religioso agir nos moldes impostos aos americanos citados
anteriormente, pois poderia ocorrer de ter o direito de liberdade restringido
ao ser obrigado a tomar uma atitude imposta por lei e que contraria sua convicção
religiosa, ou ainda ser preso, talvez, se viesse a desrespeitar a possível lei.
No Brasil
há proteção na Constituição, tanto como no Pacto ao qual aderiu o país, aos que
querem professar sua fé, manifestando suas convicções e não podem ser obrigados
a tomarem determinada atitude, celebrar um casamento de pessoas do mesmo sexo por
exemplo, se isso fere suas convicções religiosas.
É
possível a edição de uma lei semelhante à americana no Brasil?
Hipoteticamente
sim, mas somente em âmbito nacional, pois acerca de matéria penal somente a
União através do Congresso Nacional (Senadores e Deputados Federais) pode
editar possível lei. Contudo, não é exagero ficar de olho na questão, pois
certamente os militantes da causa gay estão de olho no que aconteceu no caso
americano.
Sem
dúvida uma lei assim no Brasil seria amplamente questionado por ser
flagrantemente inconstitucional.
Por
enquanto, estamos amparados legalmente para expressar nossa convicção religiosa
acerca desta matéria e de todas as outras que desejarmos manifestar nosso
posicionamento. No entanto, deve ser observado que isso não inclui proteção aos
crimes contra a honra; podemos manifestar nosso pensamento sem cometer crimes,
ou seja, de forma respeitosa, mas convicta e firme. Ainda assim, se em um caso
real houver reação por parte de alguém que quiser limitar nosso direito as
autoridades públicas devem agir com base no texto constitucional e também
considerar a norma supralegal.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
ANIVERSÁRIO DE UM MILAGRE
Há três anos, em 13 de Janeiro de 2011, eu e minha esposa estávamos
pela manhã em um hospital da cidade para ela dar à luz nossa segunda
filha.
A Sarah nasceu duas semanas antes do previsto em razão de um pequeno problema ao final da gestação.
Como no primeiro parto, tudo correu bem e dentro de pouco tempo
depois de ter entrado na sala de cirurgia estávamos no quarto com o
bebê.
Como em todo acontecimento dessa natureza, depois de alguns minutos
no quarto com a mãe e a criancinha o pai tem que sair para resolver
algo, comprar algum remédio etc., e assim foi.
Passado algum tempo voltei. Tal foi a surpresa quando entrei no
quarto do hospital e a criança não estava lá; minha esposa chorava e
veio a explicar: a Sarah mamou e depois engasgou, não conseguiu engolir e
ficamos desesperadas, gritamos a enfermeira e levaram ela para a UTI.
Talvez eu não nunca tenha ficado mais abatido do que naquele momento, e passava o tempo e não tínhamos notícias.
Andando pelo corredor do hospital, senti claramente o Senhor a me
lembrar: “Eu que dou a vida; Eu que posso tirar”. Daquele momento em
diante eu tinha plena convicção que se Deus quisesse tomá-la nada
poderíamos fazer, mas se quisesse que ela vivesse nada poderia tirar a
pequenina de nós.
Voltei então para o quarto.
Depois de algum tempo veio o pediatra trazendo em uma das mãos, como
um troféu aquele bebê com a barriguinha para baixo; o médico perguntou
(em tom de brincadeira): e isso que vocês estavam esperando? Em lugar da
resposta sorrimos, nos alegramos.
Recebemos uma explicação do que poderia ter acontecido e ficamos ali
aquela noite, contudo, não pregamos os olhos, revezamos à noite toda
vigiando a criança que dormia.
No dia seguinte fomos embora: eu, minha esposa, a criança e o medo de
alguma coisa acontecer. O medo não afastou nada e nos próximos meses
vivemos um período de muito susto, tensão, incerteza.
Em casa a crise foi repetida, era a criança mamar que engasgava e
tinha dificuldades para “voltar”. Depois, indo ao médico, descobrimos
que sofria de refluxo.
Daí em diante parece que vivíamos em tensão o dia todo, em cada
mamada a expectativa de ver a criança dar a crise e não conseguir
respirar; às vezes com tapinhas nas costas ela voltava rapidamente; às
vezes demorava a ponta de bater desespero, gritos, choro, correria para o
médico, mas a bondade de Deus já se revelava diariamente, pois sempre
que acontecia estávamos com ela nos braços e nunca aconteceu com ela
dormindo ou longe de alguém, o que poderia ser fatal.
Durante seis meses passamos por este problema, orando, chorando, pensando em tudo.
Voltando um pouco, foi no 15º dia do nascimento que sua irmã mais
velha (a Rebeca tinha pouco mais de dois anos) chegou ao lado do berço
em que a pequena dormia e começou a cantar: “parabéns pra você, nesta
data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida”. Naquele momento,
a última parte da canção bateram em meus ouvidos e me fizeram
despertar, então pensei no trecho novamente: “…muitas felicidades, muitos anos de vida“. Em meu coração tive a certeza de ser da parte de Deus que ela teria “muitos anos de vida”
e era Deus falando através da primogênita que iria guardar a Sara, que
ela não morreria. Mas ainda assim, com medo de ser algo simplesmente do
meu lado paterno, guardei no coração a mensagem.
Vencidos os seis meses de tratamento tudo estava normal.
Há dois dias comemoramos o aniversário de 3 anos da Sarah. Ela está
bem, aliás muito bem. Estuda, brinca, corre, canta no Harpa de Davi
(conjunto infantil da igreja), recita até o Salmo 23, mas pula algumas
palavras e outras não pronuncia tão bem.
A cada ano comemoramos o aniversário do nosso milagre com mais e mais
gratidão, pois sabemos que cristãos também passam por momentos
difíceis, duros, em que aprendemos muitas coisas; aprendemos que somos
impotentes em muitas circunstâncias; que somos frágeis; que somos
passageiros; mas também aprendemos que Deus está conosco, e que apesar
de nossa limitação Seu cuidado dá a vida, dá alívio, dá paz.
Certamente, todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus.
Creia nEle.
sábado, 28 de dezembro de 2013
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