segunda-feira, 2 de setembro de 2013

"VIVEI, ACIMA DE TUDO, POR MODO DIGNO DO EVANGELHO DE CRISTO" Fp 1.27

Paulo, ao escrever a sua bela carta à Igreja na cidade de Filipos, depois de expor sua situação de prisioneiro por causa do Evangelho, de falar de sua conduta reta diante das aflições, exorta a igreja filipense:
 
“Vivei, acima de tudo, por modo digno do Evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;” Fp 1.27

Viver de modo digno do Evangelho de Cristo é uma condição realmente nobre, pois é um convite a viver renunciado os próprios desejos, lutando contra a carne, fazendo morrer a natureza terrena, colocando o Evangelho acima dos desejos pessoais e prazeres carnais. Viver de modo digno do Evangelho de Cristo é colocá-lo acima dos próprios objetivos e metas pessoais.

John MacArthur, em seu comentário sobre Filipenses, acrescenta: “Ele [Paulo] convida os filipenses a manter seu compromisso espiritual, para continuar a se comportar de uma maneira que seja consistente com o poder do evangelho. Ele chama-os a olhar cuidadosamente em seus próprios corações, para determinar se eles têm integridade espiritual. Este recurso se aplica, naturalmente, a todo seguidor de Jesus Cristo em cada tempo e lugar.”
 
Hoje em dia vivemos uma terrível crise na vida cristã dos evangélicos. Primeiramente o problema está, justamente, no “evangelho” difundido em larga escala, um “evangelho” que não é o de Cristo, mas, como alguns ajuntamentos se intitulam evangélicos são contados como tais. O Evangelho das massas tem o homem no centro, tudo gira em torno dele, sejam as músicas, pregações, campanhas etc..


O Evangelho de Cristo é firmado, inicialmente, no Cristo bíblico, lógico, no messias que, servindo de exemplo em tudo, conforme a mais alta teologia paulina, afirma que o Senhor mesmo “subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si  mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz” Fp 2.6-9

Este é o Cristo do Evangelho; é o comportamento padrão para fundamentarmos nossa devoção ao Senhor.

Um pouco mais à frente, em Fp 2.12, Paulo conclama os filipenses a desenvolverem a sua salvação com temor e tremor.

A falta de temor e tremor de alguns crentes está justamente em não conhecerem o Cristo do Evangelho como a Bíblia o revela. Entender nossa condição de pecadores, e a condição de  que Cristo se fez pecado por nós,  nos constrange a vivermos de modo digno do Evangelho, a desenvolvermos nossa salvação com temor e tremor. Fora disso, muitos frequentam as igrejas aos domingos, mas no dia seguinte maculam o nome da Igreja com suas condutas detestáveis. Alguns, após o culto dominical, ou antes dele, entregam-se ao pecado, sem medo, sem temor, para depois levantarem mãos impuras em direção ao teto do templo, pois o céu certamente recusa ofertas de um coração hipócrita.

Sabiamente, em “Sua Igreja Está Preparada?”, o notável apologista Ravi Zacharias escreve: “tenho pouca dúvida de que o maior obstáculo individual para o impacto do Evangelho não tem sido sua inabilidade para fornecer respostas, mas a falha de nossa parte em vivê-lo completamente”.

Crentes que não vivem de modo digno do Evangelho impedem o progresso do Reino, não vivem “num mesmo espírito”, não combatem juntos pela fé evangélica, antes, vivem desgarrados, unindo-se a outros que vivem de modo indigno, fazendo coisas indignas, para a desonra do nome do Senhor e a condenação própria.

Outro ponto de destaque no v. 27 é quando o apóstolo adverte: “para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós…” Paulo lembra aos filipenses que a conduta deles não deve ser exemplar tão somente se o apóstolo estiver com eles, mas, antes, as notícias dos cristãos filipenses deveriam ser de que andavam de modo digno do Evangelho, que estavam unidos em um mesmo propósito, ainda que o apóstolo estivesse longe daquela igreja.

Às vezes ouvimos notícias sobre a conduta de cristãos que nos partem o coração, pois além de macularem o Caminho ainda atraem para si maldição, perdição, mesmo tendo conhecimento de que o salário do pecado é a morte caminham tranquilamente pelo espaçoso caminho que conduz à perdição.
 
Por fim, mais um trecho do escrito de Macarthur encerra bem o artigo: “Quando olhar o incrédulo na igreja e não ver a santidade, pureza e virtude, não parece haver nenhuma razão para crer no evangelho que proclama.”

Viva de modo digno do Evangelho.

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