quarta-feira, 15 de julho de 2015

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

Eu sei em quem tenho crido

2 Tm 1.8-12

I – INTRODUÇÃO

Contexto da escrita da carta e a situação do Apóstolo.

Breve comentário sobre a vida de Paulo, o qual foi designado pregador, apóstolo e mestre (v.11).

II – O SOFRIMENTO DO APÓSTOLO E SEU MOTIVO (v.12 a)

“e, por isso, estou sofrendo estas cosias;”

O apóstolo estava encarcerado não por ser um criminoso, mas por causa da pregação do Evangelho.

O que estava sofrendo? Prisão em Roma e, depois, decaptação. Além disso, dá uma lista em 2 Co 11.24-27 de provações a que foi submetido.

Ø  Pode o crente sofrer por causa do Evangelho? Sim.

Outros tantos sofreram, muito; por exemplo: Estevão, John Bunyan (12 anos encarcerados por pregar) e, atualmente, os cristãos no oriente, nos países dominados pelo islamismo extremista.

Ø  O que temos temos nós sofrido pelo Evangelho (se é que estamos nEle)?
Chicotadas? Apedrejamentos? Naufrágios por causa de nossa diligência em legar a mensagem a outros? Nudez? Ameaças de morte?

Ø  Talvez haja algum problema na visão acerca do Evamgelho, naquilo que o povo dele espera. O que esperamos do Evangelho?

Esperamos que ele nos enriqueça? Que nos faça pequenos deuses enquanto vivemos aqui?

III – NÃO HÁ VERGONHA PARA OS QUE CREEM

1     “todavia não me envergonho”(v. 12 b)

Apesar de todas as aflições e humilhações; apesar das ameças de morte; apesar do abandono que sofrera (2 Tm 4. 9,10,16,17) dizia Paulo: “não me envergonho”.
Ø  E nós, temos nos envergonhado do Evangelho? Ou ainda, temos sido uma vergonha para o Evangelho?

2)    “porque eu sei em quem tenho crido” (v. 12c)

2.1) Fé pessoal : “eu sei”; cada cristão deve exercitar a própria fé, buscar fortalecê-la e fazê-la crescer pela leitura da Palavra, oração, jejum e entrega ao Senhor.

2.2) Fé em alguém (Cristo): “em quem”; Paulo não cria em nada [deuses] a não ser em Cristo; creu antes na interpretação fariseu da Lei e cometeu pecados em nome de Deus.
A fé do apóstolo é em um Deus pessoal, não em ídolos mortos.

Não basta ter fé, mas devemos tê-la em Deus, pois existem outros tipos de fé:

v Fé intelectual: os que creem que Deus é um só (Tg 2.19)
v Fé dos demônios: creem e até estremecem (Tg 2.19)

Ø  Em quem temos crido?

Em uma religião? Em um sistema de regras humanas limitadas a fazer e não fazer? Cremos numa igreja? Cremos no inferno e somos impulsionados, por medo, a abraçar uma religião? Cremos na cura ou  prosperidade?

Cremos em Cristo Jesus para a salvação!

“Se com a tua boca, confessares jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” Rm 9.10

IV – A CONFIANÇA FIRMADA NA FÉ OLHA PARA AQUELE DIA

“... e estou certo que é poderoso par guardar o meu depósito até aquele Dia” (v12 d)

Apesar de estar à beira da morte, o Apóstolo cria em Deus e olhava firmemente para o que estava por vir, o que também afirmou em 4.6,7 e 8:

“Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa de glória me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os quantos a amam a sua vinda.”

Cremos em Deus, que guardará o que nos foi confiado por Ele até o dia em que findarmos nossa batalha.

Nossa esperança não está limitada a esta vida, pois, como já disse Paulo, se assim fosse seríamos os mais miseráveis dentre os homens.

V - CONCLUSÃO

O cristão verdadeiro sofre por causa do Evangelho, pois a conduta daquele como servo de Deus trará implicações de confronto com o mundo,  a carne e o diabo, o que certamente causará sofrimento em diferentes escalas aos que creem.


Mas, apesar de aflições internas, do mundo e até mesmo entre irmãos, cremos e não desfalecemos, pois sabemos em quem temos crido e que Ele é poderoso para nos guardar até aquele Dia.

O PÚLPITO PENTECOSTAL (2)

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