sábado, 31 de outubro de 2015

DIA 31 DE OUTUBRO: "DIA DA REFORMA PROTESTANTE"




A igreja nos tempos de Lutero

A igreja Católica do século XVI possuía uma influência muito grande na sociedade. Muitos homens foram condenados e mortos pela igreja por criticar práticas anti-bíblicas, como a venda de indulgências.

 O que eram indulgências

Como o papa Leão X precisava arrecadar verbas para a conclusão das obras da Basílica de São Pedro em Roma, enviou Jhon Tetzel para vender bulas assinadas pelo papa, as quais, dizia, tinha a virtude de conceder o perdão de todos os pecados, não só aos possuidores da bula, mas também aos amigos, mortos ou vivos. Tetzel dizia: “Tão depressa o vosso dinheiro caia no cofre, a alma dos vossos amigos subirá do purgatório para o céu.”

 A Caminho da Reforma

Martinho Lutero foi criado sob fundamentos católicos, pois sua mãe era muito devota. Apesar de seu pai desejar que ele se formasse em direito, Lutero foi para o convento com 22 anos. Muito dedicado e rigoroso observador das regras, seis anos mais tarde já se tornara doutor em teologia e começa a preparar sermões. É quando ele escreve: "No transcorrer desses estudos, o papado soltou-se de mim." Lutero não interpretava aleatoriamente a Palavra, como era costume na época.

“O justo viverá da fé.” (Rom 1.17)

Estudando a Carta de Paulo aos Romanos, Lutero pode entender que o Deus que ele tanto temia (como aprendera pelos ensinamentos da igreja) não era o Deus revelado por Cristo. Martinho se converte, então, ao Deus vivo. Ele agora compreende que as indulgências eram uma falácia e que não haveria penitências nem obras que livraria o homem de seus pecados. Ele escreve: "Então eu compreendi que a justiça de Deus era aquela pela qual, pela graça e pura misericórdia, Deus nos justifica através da fé. Então me achei recém-nascido e no paraíso. Antes, essas palavras, 'justiça de Deus', eram-me detestáveis; agora as recebo com o mais intenso amor." Também deixou aquilo que foi chamado como “o pior erro gramatical do mundo”, isto é, a ideia medieval de que o homem faz-se justo.


As 95 teses de Lutero

No dia 31 de Outubro de 1517, Martinho Lutero afixou na porta da Igreja do Castelo, em Wittenberg, as 95 teses contrárias às práticas da igreja, todas relacionadas com a venda de indulgências, mas pregava o arrependimento dos pecados em Jesus Cristo. Lutero não intencionava atacar a igreja, mas queria defender o papa contra os vendedores de indulgências. No entanto, um mês depois as teses já tinham sido traduzidas em três línguas, fazendo estremecer os alicerces do velho edifício em Roma.

Algumas teses:

1) Pregam doutrina humana aqueles que dizem, tão logo tilintar a  moeda lançada na caixa, a alma sairá  voando do purgatório.

2) Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão plena de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

3) Admoestem-se os cristãos que procuram seguir seu cabeça, Cristo, através de penas, da morte e do inferno.

Queima da bula papal, 1520

Por causa de seus escritos, Lutero recebeu uma bula de excomunhão da igreja, a qual classificou de “bula execrável do anticristo”. No dia 10 de dezembro queimou a bula em reunião pública na porta de Wittenberg.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ADÃO E EVA FORAM REAIS, A BÍBLIA COMPROVA

No próximo fim de semana, as Assembleias de Deus no Brasil estarão estudando a lição de número 3 da revista de Escola Dominical que tem como título "E Deus Criou Homem e Mulher."

À luz da Palavra de Deus, Adão e Eva existiram literalmente, não sendo mitos ou fruto da imaginação do escritor, negar isto traz sérias e incontornáveis problemas para a fé cristã. Não há possibilidade de alguém se dizer cristão e ao mesmo tempo negar a existência literal dos primeiros seres humanos.

Abaixo, alguns pontos extraídos do livro "Manual Popular de Dúvidas Enigmas e 'Contradições' Bíblicas":

Adão e Eva pessoas reais, ou apenas um mito?[1]


Ø  Gn 1 e 2 tratam-nos como pessoas reais;
Ø  Eles tiveram filhos que foram pessoas reais (Gn 4.1,25; 5.1ss);
Ø  As genealogias contemplam Adão e Eva (Gn 6.9; 9.12; 10.1, 32);
Ø  Cronologias posteriores ao AT colocam Adão no tepo da lista (1 Cr 1.1);
Ø  O NT põe Adão no início da lista dos antecedentes de Jesus (Lc 3.38);
Ø  Jesus referiu-se a Adão e Eva como os primeiros “macho e fêmea” (Mt19.4);
Ø  Romanos dclara que a morte literalmente reinou no mundo traziad por um Adão literal (Rm 5.14);
Ø  Em 1 Co 15.45 Adão é tomado de forma literal comparado com Cristo;
Ø  Paulo fala de Adão como uma pessoa Real (1 Tm 2.13).

      Conforme o Texto Sagrado, os primeiros Pais foram reais e não há motivos para negar isso, a não ser que alguém queira flexibilizar a fé na Palavra de Deus.

       Do ponto de vista científico, reportagem veiculada no Jornal Mensageiro da Paz n.º 1565 de Outubro de 2015, assevera a possibilidade genética da existência de Adão e Eva como descrito no relato bíblico:

    Portanto, biblicamente não há motivos para duvidar da existência literal e cientificamente também há
    provas dessa possibilidade, sem que precisemos da confirmação da ciência, claro, para crer.





[1] - GEISLER, Noram e HOWE, Thomas. Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” Bíblicas. São Paulo: Mundo Cristão, 2010.

Lição 03 - Lições Bíblicas Adultos - 4º Trim./2015 - CPAD

Abaixo, disponibilizo vídeo disponível no you tube na canal da CPAD:

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

QUESTÕES CONFLITANTES - PR. CÉSAR MOISÉS CARVALHO

Considerando que a revista Lições Bíblicas/ Jovens deste trimestre trabalha o tema "Estabelecendo relacionamentos saudáveis - Vivendo e Aprendendo a Viver", transcrevo abaixo respostas do Pr. César Moisés Carvalho ao jornal O Globo e que podem ser pensadas juntamente com o tema trimestral da juventude:

"RESPOSTAS A QUESTÕES CONFLITANTES

No último sábado fui procurado pelo Jornal O Globo para falar sobre algumas questões conflitantes que são tratadas sob a rubrica dos "direitos humanos". Abaixo, algumas das questões e as respostas (o parêntese na segunda questão é meu):

COMO DEVE SER O RELACIONAMENTO DO CRENTE COM PESSOAS DE OUTRAS RELIGIÕES?


Cordial, respeitoso e educado. Assim como todos os demais relacionamentos que desenvolvemos na sociedade. É imprescindível que as pessoas de uma sociedade plural saibam se respeitar. Quem ostenta convicções religiosas deve ser capaz de sustentá-las sem medo, ao mesmo tempo em que precisa ― mesmo não concordando com os pontos de vista de outras religiões ―, opor-se a qualquer espécie de violência (simbólica ou verbal) ou incitação de ódio. Assim, se o meu colega de trabalho, ou vizinho, professa outra religião, não tenho direito algum de hostilizá-lo ou discriminá-lo por isso. Aliás, se realmente tenho o Evangelho de Cristo em minha vida, devo cumprimentá-lo, dirigir-lhe a palavra e tratá-lo como Jesus o faria.


E QUANTO AO DIÁLOGO (INTERRELIGIOSO)?


Do crente com pessoas de outras religiões? Impossível. Toda religião conversionista pensa em termos de “cooptação” e nunca de “cooperação”. Para que as religiões dialoguem “religiosamente” (sendo redundante) é preciso haver “pontos de contato” entre elas, ou seja, convicções e doutrinas que tenham conteúdo semelhante ou similar. Tal tem sido praticamente impossível dentro da própria religião cristã entre as suas múltiplas confissões de fé! Aliás, em uma mesma denominação! Assim, se a questão dissesse respeito a problemas éticos e morais, poderia haver um diálogo e, certamente, muitos pontos de convergência, pois geralmente todas as religiões pensam em promover a paz e a boa ordem no mundo, mas fora isso todos sabem que é impossível.


E QUANTO À APROVAÇÃO DE LEIS CONFLITANTES?


A vida em sociedade, sobretudo plural, deve ser marcada pelo respeito. Informação é fundamental para que a sociedade civil decida o que realmente pensa a respeito de qualquer assunto. Isso se torna ainda mais obrigatório se o tema é conflitante e envolve decisões a respeito da vida. Tal processo de informar não pode dar-se no nível do proselitismo, seja ele progressista ou conservador, pois nesse caso não se está informando e sim “catequisando”. A aprovação de uma lei não pode ficar refém de nenhuma das partes, mas deve contemplar, com responsabilidade, as pessoas que mais necessitam dela. Sou terminantemente contrário ao aborto, por exemplo. Mas e se o caso envolver uma violência de incapaz? Se for um estupro? E se uma criança (de nove ou dez anos que precocemente entrou na fase da puberdade) engravidar do próprio pai ou padrasto? A questão deve ser discutida com responsabilidade e não de forma ideologizada.


VOCÊ SE DEFINE COMO PROGRESSISTA OU CONSERVADOR?


Nenhum dos dois. Principalmente porque, com a polarização da política brasileira, o progressismo está relacionado ao PT e o conservadorismo com o PSDB. Tenho valores, contudo, não vou impô-los a ninguém e, da mesma forma, não aceito alguém impor os dele a mim. De minha parte, prefiro um estado laico a um religioso. Procuro ser equilibrado, pois entendo que algumas pessoas tiram proveito da polarização dos evangélicos e com defensores das causas chamadas de "política de minorias". Sou contra o proselitismo religioso em espaços públicos como na escola, por exemplo, e da mesma forma sou contrário ao proselitismo homossexual que alguns querem impor nesse mesmo espaço."

Disponível em: https://www.facebook.com/cesarmoisescarvalho/posts/1018717424819604


Lição 02 - Lições Bíblicas Jovens - 4º Trim./2015 - CPAD

Abaixo, comentário do Pr.  Esdras Costa Bentho ao texto por ele elaborado para este trimestre de Escola Dominical para faixa etária de jovens. Os vídeos das próximas lições, conforme publicados pela CPAD, serão disponibilizados aqui também.

Lição 01 - Lições Bíblicas Jovens - 4º Trim./2015 - CPAD

Abaixo, comentário do Pr.  Esdras Costa Bentho ao texto por ele elaborado para este trimestre de Escola Dominical para faixa etária de jovens. Os vídeos das próximas lições, conforme publicados pela CPAD, serão disponibilizados aqui também.

domingo, 4 de outubro de 2015

PRECISA-SE DE PREGADORES COMO FILIPE

Inicialmente, vale ressaltar que a seara é grande e há carência de ceifeiros. Contudo, há necessidade de bons ceifeiros, não de homens inabilitados para o manuseio das ferramentas usadas na colheita, do contrário, além de haver grande possibilidade de prejuízo próprio, há também chances de danificar os campos.

Em Samaria chegou, certa vez, um diácono chamado Filipe, o qual, assim como outros, fugiam da perseguição em Jerusalém (At. 8.4-8). Filipe pregava a Cristo aos de Samaria, anunciava ao que fora morto e reviveu à multidão e estas atendiam unânimes às coisas que o pregador dizia, ouvindo-as e e vendo os sinais que ele operava; havia cura, demônios eram expulsos; grandes coisas aconteciam ali pela manifestação do poder de Deus.

Pensemos então, Filipe estava agora no centro das atenções do povo de Samaria, certamente era celebrado por aqueles moradores, pois podia fazer coisas grandiosas e nessas condições era muito cômodo ali ficar, tendo alegria em participar de grandes cultos.

Sabendo que o coração do homem é enganoso e dele procedem todos os males, não é exagero afirmar que, aos olhos humanos, aquele ministério para Filipe era coisas mui desejável e que, se pudesse, não acabaria. Com isso, podemos fazer uma analogia com os ministérios atuais, não? Homens que são levantados por Deus de lugares desconhecidos, obscuros e, de repente, estão sob holofotes, contudo, mesmo que Deus queira apagar as luzes eles insistem em lutar com o Senhor, e isso para que o Mestre mantenha a casa cheia, os hotéis aconchegantes, os vôos constantes, os cachês volumosos e os abraços e honrarias constantes.

A Samaria resolveram enviar apóstolos, a saber, Pedro e João, os quais foram poderosamente usados por Deus naquela cidade (vv. 14-25).

Quanto a Filipe, vemos que o Senhor resolveu transferi-lo para outro lugar a fim de continuar fazendo a importante obra de Deus. Um público maior, isso? Não, pelo contrário, tirou o Senhor seu servo do centro da atenções e levou-o para um caminho deserto (v. 26), e para isso acontecer não foi necessário retirá-lo à força de Samaria, não, apenas um anjo falou que fosse ao lugar determinado e ele assim o fez. Noutros lugares, convites a descer a um "ministério menor", ou a falar a poucas pessoas soa como desonra, como se Deus tivesse o compromisso de manter seus "servidores efetivos" em lugar de destaque e não transferi-los a bem do serviço do reino.

Filipe, agora, desce a pregar a um homem que seguia para sua terra em uma carro. Assentado e lendo o Texto Sagrado em Isaías o viajante nada entendia, mas aproximando-se  Filipe ouviu o que era lido, indagou se o homem compreendia, e tendo este dito que não, Filipe cumpre a missão de ensinar, ainda que a um só homem. Desse episódio registrado em Atos 8.26-38, resultou a conversão e imediato batismo de um que provavelmente levou a santa mensagem ao seu povo.

Filipe, depois, achou-se noutro lugar evangelizando, não importando-se com o número de ouvintes, mas fazendo o que o Senhor da seara determinava.

Precisa-se de pregadores assim, fieis diante de grandes auditórios, mas obedientes e alegres em pregar a um só.  Do contrário, penso que os que selecionam a parte da seara a que falam talvez sejam sócios do Dono, ou talvez saibam administrar melhor do que aquele ordenado os trabalhadores.

O PÚLPITO PENTECOSTAL (2)

Se por um lado há falta de preparo por parte de muitos pregadores sobre os púlpitos (leia aqui ), de outro há uma tendência em achar que ...