segunda-feira, 28 de julho de 2008

SOBRE HERMENÊUTICA.

Quase todos já ouviram alguém citar essa palavra pelo menos uma vez, se há alguns que não ouviram entenderão que fazem uso daquilo a que ela se refere não raramente. Alguns pregadores se valem dessa expressão em alguns momentos para demonstrarem que, pelo menos aparentemente, fizeram uso dessa ciência ao examinarem as escrituras.
Essa postagem não pretende esclarecer todos os pontos da ciência de interpretar a Bílbia que altamente profunda mas, deseja despertar nos estudiosos da Palavra de Deus o desejo de amarem-na profundamente e buscarem entendê-la como mensagem Divina, como a voz do próprio Deus, límpida e clara, mas para isso devemos nos esforçar e empregar nosso tempo e dedicação.
Afinal, o que vem a ser hermenêutica ?

"Este termo provém do grego hermenevein e significa declarar, anunciar, interpretar ou esclarecer o sentido de uma palavra ou de uma frase. Estas múltiplas significações do verbo hermeneuo podem ser sintetizadas na frase: tornar alguma coisa compreensível.
Ela é definida como a ciência da interpretação de textos escritos, de acordo com as regras e princípios cientificamente formulados.
Há cogitações, mas não absoluta certeza de que a palavra seja derivada de Hermes, o mensageiro dos deuses a quem se atribui a origem da linguagem.
Schleirmacher explica hermenêutica como sendo, "a doutrina da arte de compreender".
Louis Berkhof no livro Princípios de Interpretação Bíblica, página 11, assim a define: "Hermenêutica é a ciência que nos ensina os princípios, as leis e os métodos de interpretação".
A necessidade de uma ciência da interpretação nasceu em virtude das diversidades mentais e culturais das pessoas e nações. O objetivo da interpretação é apresentar a revelação Deus, numa linguagem que seja compreensiva ao homem moderno.
Roberto M. Grant definiu a tarefa da interpretação de qualquer registro do pensamento humano como sendo a exposição que o autor quer dizer em termos de nossas próprias formas pensamento. A Short History of the Interpretation of the Bible, p. 11.
A hermenêutica estabelece princípios, métodos e regras necessárias para elucidar palavras ou frases, cujo sentido não esteja bem claro. A hermenêutica teológica procura traduzir, interpretar e fazer compreensiva a mensagem da Bíblia na situação contemporânea."


"Uma das primeiras ciências que o pregador deve conhecer é certamente a hermenêutica. Porém, quantos pregadores há que nem de nome a conhecem! Que é, pois, a hermenêutica? "A arte de interpretar textos", responde o dicionário. Porém a hermenêutica (do grego hermenevein, interpretar), da qual nos ocuparemos, forma parte da Teologia exegética, ou seja, a que trata da reta inteligência e interpretação das Escrituras bíblicas."[1]




Diante dessa definição entendemos que devemos usar esse critério científico para melhor compreendeermos passagens da bíblia, há alguns trechos das Sagradas Escrituras que nos parecem obscuros quanto ao real sentido, quanto ao propósito do escritor ao escrever ali o que Deus o inspirava a escrever, e é aí que devemos observar o que a hermenêutica diz acerca das regras que devemos observar para interpretarmos a Bíblia de forma correta e honesta. É claro que várias pessoas não utilizam desse método, antes, valem-se do oportunismo para distorcerem um texto Sagrada, para usarem-no segundo seus conceitos e desejos , e ainda aplicá-los para manipular ou induzir pessoas a uma conduta incompativel com a vontade Divina.



Textos mal interpretados levam a um entendimento deturpado e a falta do entendimento reto leva o homem a desviar-se do propósito de Deus, leva-o a viver desajustadamente e ainda pode privar vidas do gozo eterno que Deus preparou para aqueles que obederem suas palavras. Em decorrência do mal uso da hermêutica surgiram várias seitas e também vários movimentos no meio cristão que distam consideravelmente da realidade das Escrituras, prova de que a má interpretação da Palavra Divina pode causar danos ao homem é o fato de que o primeiro a interpretar uma ordennça de Deus de forma distorcida foi o Diabo, o mesmo enganou Eva quanto à ordem recebida de Deus sobre comerem o fruto de determinada árvore levando ela a tere uma nova visão sobre a ordenança e assim desobedeceram, ela e Adão, ao Criador, tendo como consequência da desobediência o afastamento da comunhão contínua que desfrutavam com Deus.
A regra fundamental da hermenêutica bíblica diz que: A Escritura explicada pela Escritura, ou seja: a Bíblia, sua própria intérprete.

Se quisermos igorar essa primeira e fundamental regra, segundo o Pr Marcos Tuler disse ainda ontem em uma seminário, a Bíblia nos dirá o que quisermos que ela nos diga, sua particular interpretação pode ser perigosa e altamente prejudicial.
Vejamos um exemplo em que, não se aplicando corretamente a interpretação do texto cria-se um novo e distorcido conceito acerca da passagem bíblica:
Há um texto bíblico citado com grande frequência, por nós cristãos, que se encontra do livro de Mateus 6.33 "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.", e a falta de cuidado leva muitos a iterpretarem-no incorretamente dizendo que se buscarmos o reino de Deus em primeiro lugar todas as coisas nos serão acrescentadas. Mas, o versículo não diz isso? Não! O texto bíblico diz " e todas estas coisas" e está se referindo ao que já fora dito antes. Mateus inicia o capítulo 6 de seu evangelho descrevendo o Mestre Jesus ensinando acerca de esmolas, de como deveriamos esmolar sem que fizessemos saber o homem, devemos fazê-lo em secreto para que Deus o veja, depois ensina-nos a orar corretamente, a jejuar e no versículo 19 começa a falar sobre dinheiro, tesouros, e esse tema é o que leva muitos a interpretarem a Bíblia de forma particular para benefício próprio e para manipularem massas, mas Jesus ensina que não estejamos ansiosos quanto ao que havemos de comer, beber e vestir, o Mestre dá vários exemplos do cuidado de Deus com pássaros e plantas que valem pra Deus infinitamente menos que nós seres humanos, e acrescenta que Deus cuida deles e que cuidaria de nós, pois sabemos que nós temos alto valor, custamos preço de sangue, e do filho do Deus vivo.
Mas alguns oportunistas usam isoladamente o verso 33 para enfatizarem a possível obrigação de Deus em nos dar tudo quanto quisermos na nossa vida terrena se a ele formos fiéis, ora, não é assim que a Bíblia ensina, Jesus discrorria sobre necessidades básicas à vida humana: comida, bebida e vestimentas; não é verdade que o Senhor tem a obrigação de nos dar uma multidão de bens materiais só porque nos esforçamos um pouco para exercer nossa obrigação de servos, a Palavra de Deus nos relata que ainda que façamos tudo quanto Ele nos ordena ainda sim somos servos inúteis. Como pois, Deus terá obrigação de nos encher de riquezas?
Mas o que nos leva á correta interpretação de Mateus 6.33?

A Escritura explicada pela Escritura, ou seja: a Bíblia, sua própria intérprete, e o principio de que se interpreta um texto a partir do seu contexto, imediato ou remoto, contexto é tudo aquilo que está antes ou depois da passagem sob análise, pode ser imediato, ou seja, estar logo após o text analisado, alguns versículos à frente, ou ainda, alguns versículos anteriores,o contexto remoto, que em alguns casos devemos recorrer para entender uma passagem bíblica, pode estar capítulos ou livros antes ou depois do que está sob análise.
Fazendo uso primariamente desses principios para interpretar a Palavra de Deus, certamente não participaremos de interpretaçãos incorretas, como as que alguns cometem no texto de Mateus, hereges e prejudiciais à saúde espiritual do que lê e interpreta e daqueles que porventura participarem de tal interpretação como ouvintes.
Leia o texto de Filipenses 4.13 e interprete-o segundo esses básicos conceitos da hermenêutica e verá que o versículo tem um sentido diferente do usado pela maioria dos cristãos.

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;" (João 5 : 39)

Bibliografia

[1] E Lund - HERMENÊUTICA - Regras de Interpretação das Sagrada Escrituras - Vida, p 17

Para o aprofundamento do assunto leia:

Hermenêutica Fácil e Descomplicada- Esdras Costa Bentho- CPAD, 2003.
HERMENÊUTICA - Regras de Interpretação das Sagrada Escrituras - E .Lunde e PC Nelson - Ed. Vida

Em Cristo,

João Paulo Mendes

segunda-feira, 21 de julho de 2008

FALE BEM (2)




O Cristão nunca deve seguir o princípio de que se deve falar para agradar a maioria dos ouvintes, não é assim que devemos proceder, o servo de Deus deve falar a tempo, e fora de tempo, tudo aquilo que procede do Senhor (I Tm 2.1-4), quer agrade a todos, quer agrade alguns, quer não agrade ninguém, quando os discípulos foram expulsos de uma cidade por levarem a Palavra do Senhor eles se alegravam grandemente por terem sido achados dignos de sofrerem afrontas por causa do nome de Jesus.
Portanto, nosso alvo sempre deverá estar fixado na centralidade da Palavra de Deus, pois há muitos “ministros” de Deus que por falarem o que o público deseja ouvir tem levado cristãos a se decepcionarem com o Evangelho.
Vejamos agora um pouco do maior exemplo de como se deve falar em público, aquele que obedecia a vontade do Pai e falava tudo quanto o Pai lhe ordenara:


Jesus – O mestre Jesus cresceu em meio aos doutores da lei, como sabemos, foi esquecido certa vez pelos pais que o encontraram no templo conversando acerca das escrituras com adultos, sendo ele ainda um menino. Desde cedo Jesus ouvia o que diziam acerca do reino de seu pai, de como lhes enviaria um messias da descendência de Davi para que reinasse sobre eles, esperavam talvez um revolucionário, um líder que libertaria os judeus do jugo romano mas, quando o Mestre “começou” a falar, aqueles que esperavam que fosse ele o libertar de Israel passaram a vê-lo como alguém que não procedia de Deus, o povo hebreu queria ouvir o lhes agradaria, queriam que o Senhor Deus lhes atendessem segundo seus pensamentos e vontades, não queriam um Messias amoroso e que morresse na cruz, como disse, queriam um libertador que os livrassem do governo romano.
O filho de Deus falava com autoridade: "Responderam os servidores: Nunca homem algum falou assim como este homem."( Jo 7 : 46), disse àqueles que eram responsáveis por guardarem a lei de Deus, de apontarem o caminho para a salvação, que não entravam no reino do Senhor e ainda impediam outros de entrarem, colocavam fardos pesados sobre o povo que nem mesmo os tais doutores conseguiriam carregar, “Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos,Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes,E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas” Mt 23.1-6), aí vem o Mestre dizendo que tinha um fardo leve e suave e que aprendessem dele que era manso e humilde e ainda encontrariam descanso, em Cristo, para a alma, isso não agradava os escribas nem os anciãos que de tão “zelosos” pela lei mosaica e todos os escritos do velho testamento não conseguiram ver que as profecias verotestamentárias se cumpriam ali diante de seus olhos.
E Jesus, sem desejar agradar a indoutos, cultos, fariseus, saduceus ou toda a sociedade daquela época falava daquilo que o Pai lhe mandava, confrontou todos e tudo que opunha a Deus, fez milagres no sábado e mostrou ao povo que o amor ao próximo estava acima da religiosidade (Lc 14.3), entrou na casa de um publicano e mostrou que o amor de Deus estende-se a todos quanto se arrependerem, recebeu uma meretriz e lhe perdoou os pecados demonstrando que Deus olha para o interior do homem e lhe quer salvar.
Jesus não agradou nem aos discípulos em algumas ocasiões, Jesus começou a dizer-lhes que seria entregue nas mãos dos homens e seria morto: "Então chegou junto dos seus discípulos, e disse-lhes: Dormi agora, e repousai; eis que é chegada a hora, e o Filho do homem será entregue nas mãos dos pecadores.Levantai-vos, partamos; eis que é chegado o que me trai " Mt 26.45,46.
Mas, Jesus, foi glorificado pelo Pai por dizer o que sempre recebia de Deus e fazer tudo quanto lhe era dado pelo Senhor, desagradou em alguns momentos os seus seguidores e principalmente os opositores do seu ministério. E o que o Mestre ganhou com isso, com tanta obediência e dureza em muitas de suas palavras?
Ganhou você, por obediência conseguiu religar o homem ao seu Criador, pela observância da vontade do Senhor, e dando-nos Ele o exemplo quer também que falemos como Ele, divulgando seu amor aos que perecem mas também combatendo tudo que se opõem ao seu nome. Nossa obediência a Deus pode não somente nos salvar mas, também salvar os que estão no mundo sem salvação, Felipe obedeceu á voz do Espírito e instruiu o Etíope de Candace no caminho do Senhor, aquele, divulgou a Palavra de Deus aos seus e a salvação foi levada a muitas pessoa através da obediência de Felipe.
Lembre-se sempre das Palavras do Mestre, cuide para observar tudo quanto lhe ordenará, tudo quanto dissermos daremos conta um dia diante dEle pois : "HAVENDO Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho," (Hebreus 1 : 1)



“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” Rm 14.12
em Cristo,
Joao Paulo

terça-feira, 15 de julho de 2008

FALE BEM. (1)

imagem: http://www.nbz.com.br/





Em uma sociedade onde é indispensável se comunicar bem, faz-se necessário que homens e mulheres aperfeiçoem-se em relação à comunicação para que façam uso das palavras e da arte de falar,de forma correta. Os cursos que trazem como tema central o falar bem em público, expõem com clareza os pontos principais de uma palestra, preleção, pregação e instrui os potenciais oradores a não cometerem erros durante a exposição, pois alguns são nocivos ao resultado que se busca alcançar. Vestir-se de forma adequada ao ambiente e aos ouvintes, a oratória ideal para cada tipo de público,desenvolver a postura e a gesticulação com harmonia e naturalidade, como usar corretamente o microfone, falar de improviso em qualquer situação cuidados com a voz, o que fazer quando o “branco” aparecer, os cuidados com os recursos audiovisuais, como responder às perguntas da platéia, falar corretamente em pé ou sentado e conquistar ouvintes hostis e indiferente são alguns dos pontos abordados em vários cursos que visam preparar o homem para encarar o público, isso quando olhamos a oratório de forma técnica.
Entretanto, o ponto que quero abordar nessa postagem é algo que foi enfatizado quando participava de algumas aulas do tema em que o ensinador instruía os ouvintes a falarem de forma que viesse agradar a maioria, dizia ele que nosso objetivo não é agradar a todos e a forma como devemos nos avaliar nesse caso, é a satisfação dos ouvintes, ou seja, se a maioria gostou é porque falamos bem. Mas esse ensinamento daqueles que ministram cursos para se falar bem em público deve ser analisada à luz das Sagradas Escrituras, Jesus não agradou a todos é claro, mas também não disse para que falássemos de forma a agradar a maioria.Vejamos alguns fatos narrados na Palavra do Senhor, neles grandes oradores falavam ao público e diante de autoridades:

Micaías – em I Reis no capítulo 22 é relatada uma história envolvendo o povo Deus onde os reis de Israel e de Judá se uniram para guerrear contra o exército do rei da Síria, o rei Josafá propôs ao rei de Israel que consultassem o Senhor, o rei do Israel o fez: “Então o rei de Israel reuniu os profetas até quase quatrocentos homens, e disse-lhes: Irei à peleja contra Ramote de Gileade, ou deixarei de ir? E eles disseram: Sobe, porque o SENHOR a entregará na mão do rei.Disse, porém, Jeosafá: Não há aqui ainda algum profeta do SENHOR, ao qual possamos consultar?” (vv 6,7)
Havia Micaías, servo do Deus vivo que não tinha compromisso com a mentira, preocupava-se sem falar o que Deus mandasse e nada mais, o rei de Israel disse que Micaías sempre falava o que era contrário a ele, chamaram pois o profeta e orientaram-no a dizer o que era favorável ao rei, porém o que o Senhor lhe mandou dizer foi outra coisa : “Então disse ele: Vi a todo o Israel disperso pelos montes, como ovelhas que não têm pastor; e disse o SENHOR: Estes não têm senhor; torne cada um em paz para sua casa.” (v 17), e ainda disse o profeta que um espírito mentiroso falava na boca dos “profetas” do rei, por isso recebeu Micaías um soco em sua face e ainda foi preso.
É verdade que a palavra do Senhor dita através do seu servo se cumpriu, perderam a peleja e o rei de Israel, Acabe, foi morto. Não é essa a atitude que todos os que dizem servir a Deus devem ter ? O nosso compromisso deve ser com o Senhor e com sua palavra, não importa se agradamos ou não aos que nos ouvem, ademais, os mentirosos, os que dizem que Deus falou quando ele não falou irão dar conta de sua palavras.
"Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros." (Efésios 4 : 25)

Estevão – no livro de atos dos apóstolos, no seu capítulo 7, é descrita a morte do diácono Estevão, por falar ele a verdade acerca da conduta daquele povo, pois eram homens de coração duro, resistente aos Espírito do Senhor, apedrejaram-no sem misericórdia mas o servo de Deus viu o céu aberto e o Senhor Jesus à direita de Deus, e dormiu Estevão por falar aquilo que era a vontade do Senhor.

João Batista – leia em Mc 6, a voz que clamava no deserto, que preparava o caminho para o Salvador, homem compromissado com a verdade do Pai, esse era o profeta João Batista, que por falar a Herodes que pecava ao tomar para si a mulher de seu irmão Filipe foi morto, Herodias, ex mulher de Filipe, ao ver uma oportunidade de matar João Batista não hesitou, por haver prometido Herodes á filha de Herodias que lhe daria o que quisesse então disse que lhe pedisse a cabeça de João e assim foi feito, o Profeta foi morto por ser comprometido com a Verdade, decapitaram-no e sua cabeça posta em uma bandeja.




"Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós." (Mt 5.10-12)




continua.....
Joao Paulo

quinta-feira, 10 de julho de 2008

QUAL É A MELHOR TRADUÇÃO DA BÍBLIA ?


Com o lançamento de novas traduções, muitas pessoas têm ansiosamente perguntado: "Qual é a melhor tradução da Bíblia?"
Não são abordadadas aqui todas as traduções da Bíblia publicadas no Brasil, mas somente aquelas que são propriedade da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). A SBB possui e publica duas traduções da Bíblia: a deJoão Ferreira de Almeida e a Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH).
A tradução de Almeida, como resultado de várias revisões, é publicada pelaSBB em três versões: Revista e Corrigida (DO), Revista e Corrigida-Ediçãode 1995 (RC) e Revista e Atualizada-2a. Edição (RA).
(a) A DO é a Almeida mais antiga. Lançada em 1898, recebeu revisões ortográficas no século XX,mas basicamente manteve o texto inalterado.
(b) A RC é uma revisão da DO. Apartir do texto hebraico, identificou-se mais claramente o nome de Deus no AT e dividiu-se o texto em parágrafos; além disso, acertou-se a pontuação e atualizou-se, onde necessário, a terminologia.
(c) A RA, publicada em 1993,é a revisão da versão que foi lançada em 1959. Comparada à DO e RC, a RA sedistingue por ter como base textos originais (hebraico, aramaico e grego)mais atualizados, embora essencialmente não diferentes dos da DO e RC. Por outro lado, a RA traz um texto mais afinado com o português erudito falado no Brasil. No entanto, a característica fundamental da tradução de Almeida, em suas várias versões, é a de seguir o princípio de equivalência formal. Esse princípio leva a traduzir o texto não só buscando que o mesmo seja arepresentação fiel do sentido dos originais, mas também conservando, o máximo possível, as características gramaticais, a estrutura de cláusulas e frases, e a consistência na tradução dos termos das línguas originais.
Já a TLH é o resultado de um importante projeto de tradução da SBB. Vendo a necessidade de uma tradução mais simples, conforme o modo de falar da maioria dos brasileiros, a SBB iniciou uma nova tradução. O NT foi lançadoem 1973, e a Bíblia completa, em 1988.
No final de 2000, a SBB lançou uma revisão completa da TLH como Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH). A NTLH segue o princípio de equivalência funcional, semântica, ou dinâmica. Este princípio leva a traduzir os textos originais com absoluta fidelidade,bem como a comunicar, do modo mais natural, a mesma idéia dos originais em linguagem contemporânea, obedecendo às normas gramaticais e à estrutura doPortuguês.
Mas qual é a melhor tradução? A fidelidade aos originais é fundamental para uma boa tradução. Todas as traduções, ou versões, publicadas e distribuídaspela SBB são fiéis aos originais. Elas se distinguem no seguinte:
(a) Na linguagem: a linguagem das Almeidas é mais erudita e, às vezes, até arcaica; já a linguagem da NTLH é mais simples e atual.
(b) No princípio detradução: as Almeidas são mais literais e formais; já a NTLH expressa osentido conforme o modo de falar da maioria das pessoas. Há pessoas quepreferem a linguagem erudita e formal; já outras, a linguagem simples.
Logo, precisamos perguntar: qual é a melhor tradução para quem? Para pessoas eruditas? Para pessoas simples? Para pessoas que já são cristãs há muito tempo? Para pessoas que nunca leram a Bíblia nem conhecem a fé cristã? Para adultos? Para crianças? Ou, precisamos perguntar: qual é amelhor tradução para quê? Para estudar? Para evangelizar? Para memorizar?Para ensinar?
Em resumo, cada tradução será boa para alguém ou para alguma finalidade. Por isso, é muito bom que tenhamos várias traduções. Pessoas que não sejam tocadas por uma tradução poderão ser por outra. Encaremos, portanto, astraduções como bênçãos que Deus nos dá para alcançar o maior número depessoas para o seu Reino. {cf. 1Co 9.22}

fonte: Sociedade Biblica do Brasil


Joao Paulo

segunda-feira, 7 de julho de 2008

CRUZADA CONTRA OS PREGADORES DO TREM

fonte: oglobo

Esse é o nome de uma reportagem veiculada no jornal "O ESTADO DE SÃO PAULO" no sábado, 05 de Julho, a mesma fala sobre o trabalho interdenominacional de servos de Deus que há 28 anos pregam a palavra de Deus no trem, na cidade de São Paulo.
O grupo de 2.000 evangélicos, segundo a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos ), que realiza há tanto tempo esse trabalho, tem sido ameaçado pelo suposto desejo da companhia de manter a ordem no transporte, segundo a empresa o grupo de evangélicos engravatados e de saias longas, com suas pregações e cânticos tem transgredido o regulamento de transportes ferroviários , que proíbe a "prática de atividades que venham a perturbar usuários" segundo o seu artigo de número 40, o gerente da CPTM disse: " o trem não é local adequado para se fazer pregação".
A Cruzada Evangelística Interdenominacional do Trem das Boas Novas teve início em 1980, conta um dos pioneiros da obra, no referido ano o Pastor Cláudio Benedito da Costa convivia com o batuque no "vagão do samba", em resposta ao movimento do samba ele decidiu pregar a Palavra de Deus e o faz de lá para cá sem pretender abondar o ofício, existem regras a serem seguidas pelos pregadores, nunca devem ofender ninguém, independente do credo, não se prender a nenhuma discussão de cunho religioso nem se envolver e nenhum tipo de confusão.
Em 2007, 137 pessoas reclamaram das pregações no trem, número insignificante perto dos 2 milhões de passageiros que usam o transporte diariamente, não foi registrado na reportagem o número de reclamações e os danos que o "vagão da nóia" e o "casino" causam aos usuários do serviço de transporte.
Uma vez mais vemos em nosso país, as autoridades tentando impedir o Evangelho de ser pregado, valem-se de argumentos firmados em leis mal interpretadas para que possam de alguma forma frearem o progresso do Reino de Deus, desejam aprovar leis que venham nos impedir de repudiarmos o homossexualismo, o aborto, tornando-nos criminosos ao nos posicionarmos de forma bíblica diante da podridão da sociedade.
Mas, voltando-nos uma vez para a Palavra de Deus, vemos em várias ocasiões servos de Deus sendo injustiçados e perseguidos por pregarem a vontade do Senhor, não foi diferente com Elias, perseguido por Jezabel, João Batista, por falar contra o adultério de Herodes foi decapitado, o diácono Estevão apedrejado, o Senhor Jesus por anunciar a salvação de Deus a toda humanidade, foi maltratado e crucificado por aqueles que eram religiosos.
A tentativa de impedir servos de Deus de pregarem as boas novas do céu, não é algo novo, pelo contrário, existe há muitos anos e sempre existirá enquanto a Igreja estiver na face da Terra, é necessário que sejamos injuriados e até maltratados por causa do nome de Jesus, o próprio Mestre nos diz para nos alegrarmos se isso viesse a acontecer, pois grande é o nosso galardão no céu.
Portanto, preguemos a Palavra de Deus de forma sábia e organizada em todo tempo, quer se oportuno quer não, é o Espírito Santo que convence o pecador, precisamos apenas falar do Seu amor , Ricardo Almeida da Silva,29, viciado em drogas na década de 90 tornou-se traficante em 1998, ao se envolver em um assalto foi baleado e ficou em coma, após resistir aos ferimentos cumpriu 3 anos de prisão e em suas idas e vindas de trem aceitou o Senhor Jesus como salvador, hoje é um dos pregadores de Sua Palavra, o esforço dos pregadores do trem alcançou não só essa, mais varias vidas.
"CONJURO-TE, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino,
Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.
Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências"
João Paulo Mendes

terça-feira, 1 de julho de 2008

IMPREGNADO DE ADORAÇÃO







Como músico na casa do Senhor me preocupo com o conceito que alguns cristãos tem tido de adoração, vários são os adoradores que não adoram com sua vida, usam os lábios e nada mais, mas como o Senhor Jesus disse acontece ainda hoje, um povo que O louva com os lábios mas tem o coração distante dEle.
Ouço vários cânticos que mexem, através de seus embalantes rítimos, com o corpo, mas analisando a letra de alguns....,então, algumas delas não falam nada acerca da genuína Palavra de Deus, mas esse é outro assunto.
Lendo algumas notícias cristãs encontrei esse texto que expressa, de forma bíblica, como deve ser nossa adoração que ultrapassa as barreiras dos cânticos e louvorzões, que está além de pronúncias labiais.


Talvez eu esteja generalizando, mas via de regra tenho a impressão de que a maioria das vezes em que somos orientados a exercitar a adoração, algo soa como a sugestão de uma ação que deveria surgir do sentimento de “obrigação religiosa”. Parece-me que temos sido estimulados a fazer adoração e, sinceramente, nada soaria mais estranho ao princípio Cristão, ensinado nas Escrituras, do que tal atitude.
Adoração pode estar, sucintamente, sendo transformada numa mera tarefa psicológica travestida de cunho “espiritual”.Não resta dúvida de que adoração tem caráter de ação. Porém, adoração não é movida por obrigação, mas pela condição existencial e pela realidade natural do coração. Se o que falei lhe pareceu confuso ou estranho, contemple o exemplo de Maria: sua adoração não foi comandada pelo anjo, mas vazou dos poros de sua mais profunda condição espiritual. Adoração fazia parte do seu ser. Adoração não foi uma tarefa para Maria, mas a resposta que ela manifestou à ação do Eterno em seu espírito. Adoração foi a reação de Maria.

VIDA E VIVÊNCIA

Ao longo dos anos presenciamos diversas reviravoltas no cenário litúrgico cristão: versões diferentes de hinos e hinários; mobílias que inspiram e/ou facilitam a “adoração” (bancos, cadeiras ou poltronas?); liturgia tradicional ou renovada; adoração reformada, pentecostal ou profética. A lista de exemplos poderia se expandir imensamente. Não que eu pense que estas fases sejam ruins, ilegítimas ou que já tenham findado. Pelo contrário, creio que são pertinentes, uma vez que o Corpo é um só, mas a diversidade de seus membros deve ser respeitada. E, ainda, vejo que nossa condição humana — tão volúvel — e a transitoriedade de nossos posicionamentos sociais podem nos levar a adotar expressões litúrgicas totalmente diferentes uns dos outros. A grande questão, no entanto, tem a ver com a essencialidade da adoração. Repetidas vezes ouvimos e afirmamos: “adoração é um estilo de vida”. Uma vez que essa declaração tem se tornado um de nossos muitos clichês, urge o momento de mudarmos nossa tática. Alguém já disse, há muito tempo, que “o maior ensino é o exemplo”.
Em nossa cultura religiosa, estilo de vida pode ser algo entendido de maneira parcial e tendenciosa, dependendo exclusivamente do contexto religioso, teológico e denominacional no qual está inserido. Portanto, penso que deveríamos conectar duas expressões existenciais em nossa adoração: vida e vivência.
A vida é a essência do nosso ser, quem somos. Ela pode ser vista e compreendida a partir do que somos. Se uma visita celestial veio ao nosso encontro (Jo. 1:10-14), tal como se deu com Maria, a vida passou a impregnar o nosso ser (II Co. 5:17). Uma ação divina se instaurou na direção de nossa existência. O favor de Deus se manifestou em nosso caminho e, por causa disso, somos levados a reagir a todo o momento, em todas as circunstâncias, dentro e fora das reuniões e dos templos, com o mais ardente espírito de adoração. Isto diz respeito agora à nossa vivência.
Existimos como adoradores. Todas as nossas atitudes agora devem expressar disponibilidade total de serviço e cumprimento da vontade de Deus, tal como foi a reação de Maria e o mandamento do nosso Senhor (Mt.6:33). Se adoração se tornar característica de nossa vivência, ela deixará de ser um elemento litúrgico ou rótulo de iniciativas ministeriais para se manifestar, novamente, como expressão de rendição e verdadeira demonstração de amor ao Senhor: um amor que transcenderá às costumeiras declarações que fazemos em nossos cânticos. Isso por que, segundo o Senhor Jesus, os que o amam são aqueles que obedecem à sua palavra (Jo. 14:21,23).
A adoração é, enfim, uma reação que surge de um espírito impregnado de voluntariedade, disponibilidade e serviço. Foi isso o que Deus achou em Maria. Isso faz com que mudemos a nossa perspectiva de adoração e, ainda, a nossa expectativa de culto. Afinal, se Deus vem a nós, em nossos encontros, reuniões e cultos, a nossa atitude adoradora deve ser uma só: “Reina em mim e cumpra em minha vida a sua vontade!” Amém
.

Extraído de BWN
Joao Paulo Mendes

O PÚLPITO PENTECOSTAL (2)

Se por um lado há falta de preparo por parte de muitos pregadores sobre os púlpitos (leia aqui ), de outro há uma tendência em achar que ...