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sexta-feira, 27 de maio de 2016

A EXCELÊNCIA DO EPISCOPADO

Em sua primeira carta a Timóteo, Paulo, o já experimentado apóstolo, instruindo o jovem pastor afirma-lhe, antes de apresentar os requisitos para escolha de um bispo, que servir a Deus através do episcopado é algo excelente:

"Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja." 1 Tm 3.1

Para esclarecer a expressão traduzida como episcopado, vejamos:

"De acordo com o Novo Testamento, os termos 'bispo', 'pastor', e 'presbítero' são sinônimos. A palavra bispo significa 'supervisor', e os presbíteros têm a responsabilidade de supervisionar o trabalho da igreja (At 20:17, 28; 1 Pe 5:1-3). 'Presbítero' é a tradução do termo grego presbutes, que significa 'um ancião'. Paulo usa o termo presbítero em 1 Tm 4:14, referindo-se não a uma denominação, mas ao conjunto de presbíteros da assembleia que ordenaram Timóteo." (WIERSBE, v. 6, 2014)

Portanto, exercer o episcopado é equivalente, nos dias de hoje, a pastorear, a supervisionar, a administrar religiosa e administrativamente uma congregação.

Interessa aqui pensar sobre o que Paulo disse a cerca do ser pastor [bispo] ao jovem Timóteo. O apóstolo dos gentios diz que é coisa excelente, ou, mais precisamente, é obra excelente. Mas já no versículo 2 Paulo inicia o trecho com a expressão: "É necessário, portanto...". Em seguida é exposta uma lista de requisitos para aqueles que desejam ser pastores.

Segundo Shedd em nota de rodapé da Bíblia de Estudo que leva seu nome: "N. Hom. 3.2-7 As qualificações do pastor: 1) Morais: irrepreensível, com autocontrole. 2) Mentais: sábio, apto para ensinar. 3) Pessoais: hospitaleiro, experimentado." (p. 1689)

A figura do pastor nos dias de hoje já não é como há anos atrás. Em tempos remotos ser pastor era sinônimo, na maioria dos casos, de retidão, piedade, seriedade etc. Infelizmente, parece que o título ocupou em nossos dias um lugar de "destaque" no meio dos cristãos e já não reflete mais o supervisor, o superintendente, o dirigente religioso e administrativo descrito pelas Escrituras, o qual com piedade servia de modelo à congregação. Mais grave ainda, muitos são constituídos pastores sem preencher os requisitos bíblicos, são assim, numa afirmação mais ousada, pastores deficientes, dos quais pode-se esperar dificuldades no exercício da obra para a qual não são, biblicamente, capazes.

Entretanto, relembremos que almejar o episcopado, segundo Paulo, é algo excelente, não por poder desfrutar de privilégios que alguém possa pensar receber por causa do título, mas porque é honroso servir ao Senhor e à igreja. Ser obreiro na ceara do mestre deve ser motivo de alegria, pois deve ser um caminho de proximidade com o exemplo do Servo Sofredor, o qual veio para servir, e não ser servido.

Aos que almejam o ministério pelo que a Bíblia diz que ele o é, e vejamos que pode ser caminho espinhoso, apertado, delicado, sacrificial, algo muito bom desejam.

Dê o Senhor à sua igreja mais obreiros, pois grande é a ceara.

domingo, 4 de outubro de 2015

PRECISA-SE DE PREGADORES COMO FILIPE

Inicialmente, vale ressaltar que a seara é grande e há carência de ceifeiros. Contudo, há necessidade de bons ceifeiros, não de homens inabilitados para o manuseio das ferramentas usadas na colheita, do contrário, além de haver grande possibilidade de prejuízo próprio, há também chances de danificar os campos.

Em Samaria chegou, certa vez, um diácono chamado Filipe, o qual, assim como outros, fugiam da perseguição em Jerusalém (At. 8.4-8). Filipe pregava a Cristo aos de Samaria, anunciava ao que fora morto e reviveu à multidão e estas atendiam unânimes às coisas que o pregador dizia, ouvindo-as e e vendo os sinais que ele operava; havia cura, demônios eram expulsos; grandes coisas aconteciam ali pela manifestação do poder de Deus.

Pensemos então, Filipe estava agora no centro das atenções do povo de Samaria, certamente era celebrado por aqueles moradores, pois podia fazer coisas grandiosas e nessas condições era muito cômodo ali ficar, tendo alegria em participar de grandes cultos.

Sabendo que o coração do homem é enganoso e dele procedem todos os males, não é exagero afirmar que, aos olhos humanos, aquele ministério para Filipe era coisas mui desejável e que, se pudesse, não acabaria. Com isso, podemos fazer uma analogia com os ministérios atuais, não? Homens que são levantados por Deus de lugares desconhecidos, obscuros e, de repente, estão sob holofotes, contudo, mesmo que Deus queira apagar as luzes eles insistem em lutar com o Senhor, e isso para que o Mestre mantenha a casa cheia, os hotéis aconchegantes, os vôos constantes, os cachês volumosos e os abraços e honrarias constantes.

A Samaria resolveram enviar apóstolos, a saber, Pedro e João, os quais foram poderosamente usados por Deus naquela cidade (vv. 14-25).

Quanto a Filipe, vemos que o Senhor resolveu transferi-lo para outro lugar a fim de continuar fazendo a importante obra de Deus. Um público maior, isso? Não, pelo contrário, tirou o Senhor seu servo do centro da atenções e levou-o para um caminho deserto (v. 26), e para isso acontecer não foi necessário retirá-lo à força de Samaria, não, apenas um anjo falou que fosse ao lugar determinado e ele assim o fez. Noutros lugares, convites a descer a um "ministério menor", ou a falar a poucas pessoas soa como desonra, como se Deus tivesse o compromisso de manter seus "servidores efetivos" em lugar de destaque e não transferi-los a bem do serviço do reino.

Filipe, agora, desce a pregar a um homem que seguia para sua terra em uma carro. Assentado e lendo o Texto Sagrado em Isaías o viajante nada entendia, mas aproximando-se  Filipe ouviu o que era lido, indagou se o homem compreendia, e tendo este dito que não, Filipe cumpre a missão de ensinar, ainda que a um só homem. Desse episódio registrado em Atos 8.26-38, resultou a conversão e imediato batismo de um que provavelmente levou a santa mensagem ao seu povo.

Filipe, depois, achou-se noutro lugar evangelizando, não importando-se com o número de ouvintes, mas fazendo o que o Senhor da seara determinava.

Precisa-se de pregadores assim, fieis diante de grandes auditórios, mas obedientes e alegres em pregar a um só.  Do contrário, penso que os que selecionam a parte da seara a que falam talvez sejam sócios do Dono, ou talvez saibam administrar melhor do que aquele ordenado os trabalhadores.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

DEUS USA OUTROS PROFETAS NOS DIAS DE ELIAS

Lendo a história do grande profeta de Israel nos dias de Acabe, vemos que Elias foi um homem a quem Deus deu a oportuidade de vivenciar muitos milagres e maravilhas. Apesar de ser um homem como nós, Tiago já nos lembrou isso, o profeta de Tisbe confrontou Acabe, orou para que não chovesse, viu a provisão de Deus através dos corvos, operou o milhagre em Sarepta, confrontou os falsos profetas no monte Carmelo etc.

Elias viveu coisas sobrenaturais, surpreendentes e, no fim  da vida, foi tomado pelo Senhor, e isto o profeta sabia que aconteceria, tanto ele como outros.

Não obstante Deus usar Elias tremendamente, aprouve ao Senhor, estando Elias em plena atividade, usar outros dois profetas.

O primeiro caso está relatado em I Rs 20.13-30, quando um profeta anônimo fala a Acabe, rei de Israel, que o Senhor lhe daria vitória na peleja contra Ben-Hadade.
Onde estava Elias? Que fazia? Era o único profeta que Deus poderia usar?

Outro caso está um pouco à frente, é quando entra em cena o profeta Miacaías, o qual leva a Acabe uma palavra dura da parte do Senhor, sendo inclusive a profecia de que o rei de Israel morreria no campo de batalha. Mais uma vez Deus não usa Elias, mesmo estando em plena atividade.
Onde estava Elias? Que fazia? Ele era o único profeta que Deus poderia usar?


Não há informações sobre o profeta de Tisbe quando ocorreram os dois episódios acima. Contudo, o cenário ensina que Deus não está obrigado a usar, logicamente, um só homem em seus dias. Apesar de Elias ser um tremendo servo de Deus, o Senhor não estava obrigado a usar só o profeta do fogo. Deus usa a quem quiser.

Não há teólogo tão bom ou tão santo que o Senhor esteja limitado a usar somente ele. Alías, os dons através dos quais Deus nos usa pertencem a Ele, só a Ele.

Por fim, é Ele quem usa a quem quiser, da forma que desejar para a edificação da Igreja, Sua noiva. Afinal, muitos são os vasos e o Oleiro sabe o que fazer com cada um.

terça-feira, 2 de junho de 2009

SÃO SINCERAS AS DÚVIDAS?


Você já foi aurguido por algum crente acerca dos fundamentos bíblicos para o exercício da entrega do dízimo? Já fizeram questionamentos a você sobre a inerrância da Bíblia, sobre a veracidade ou não das histórias ali narradas? Sobre o que pode e não pode, isso inclui sexo, bebinas, fumo e tantas outras coisas.
Se não, a mim fizeram, não só essas duas perguntas, mas um amontoados de questões outras.
E a "preocupação" das pessoas que se prendem a essas questões me deixa incomodado e leva-me a pensar em alguns pontos:

1. Será que a preocupação de tais pessoas está em buscar de fato a vontade do Senhor ou satisfazerem seus desejos?Tal preocupação é zelo pela obra do Senhor ou falta de entendimento quanto ao que é, de fato, a obra do SENHOR?

2. Ao falarem de assuntos como os citados acima estes crentes gostam de citar a igreja primitiva como exemplo, dizem: na igreja primitviva não era assim, era deste modo. Então o modelo que querem adotar é a igreja primitiva? Então adotemos num todo e vejamos se teremos tempo para nos ocuparmos tão "relevantes" indagações.

2.1 Como se portavam em relação à doutrina bíblica? (Atos 2)
O versículo 42 diz que perseveram na doutrina dos apóstolos. Não ficavam enlaçados em vãs filosofias? Em genealogias intermináveis? Em discussões sem fim? Não!
Sigam esse exemplo.
2.2 Em relação á comunhão?
Perseveravam também nela (v42, 44).
Não congrevam em casa via internet? Não!
Não exerciam a comunhão indo cada dia em uma igreja sem serem ligados a uma denominação e exercendo o trabalho em uma comunidade cristã? Não, eles estavam juntos diariamente, eram unânimes no propósito de buscar o Reino do Senhor em primeiro lugar e não de dividir uma comunidade cristã.


2.3 E o temor do Senhor? (v 43)
Os cristãos primitivos eram tementes a Deus, o valorizavam e amavam sua presença. Quem busca o limite entre o bem e o mal teme a Deus ou quer apenas saber até onde pode ir? Um verdadeiro cristão não busca o limite, busca estar o mais longe possível do pecado, do erro, e o mais próximo que puder de Cristo.


2.4 Em Atos 2.45 está escrito o seguinte: " E vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, segundo cada um havia de mister."
Como a igreja no seu início se portava em relaçaõ ao acúmulo de bens em face da necessidade de outros irmãos?
Não viviam se matando em busca de dinheiro e posições? Não!
Não se matavam de estudar em busca de um emprego que pagasse um bom salário para só no futuro se dedicarem a Deus? Não! O serviam diariamente com fervor.
Querem copiar o exemplo?


Os exemplos da igreja cristã são vários, bons exemplos que se seguidos pelos questionadores de tudo, não lhe dariam tempo de tanto questionar.
Querem questionar conceitos à luz do exemplo dos primeiros cristãos? Então é bom deixarem suas vontades e entregarem-se de todo a Cristo, há carência de missionários, de bons ensinadores, de intercessores; façam o que eles faziam, orem até que Deus se manifeste do céu como no dia de pentecostes, doem a vida pela causa de Cristo.
Esses são só questionamentos quanto às muitas dúvidas de pessoas que não são sinceras quanto ao propósito da fundação da Igreja pelo Senhor Jesus.

Não questiono a necessidade de ensino sobre alguns temas inquietantas que algumas pessoas, cheias de desejo de verdadeiramente aprender mais do SENHOR, têm ;essas necessitam e devem receber, com amor, orientação em Cristo, e é certo que após esclarecidas continuaram a se ocupar daquilo é mister no Reino do SENHOR.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

LIDERANÇA CRISTÃ: ALGUMAS QUALIDADES QUE DEVEM ESTAR PRESENTES.

Em dias em que se formam pastores desenfreadamente através de vários cursos teológicos no mínimo duvidosos, nem todos é claro, é bom observar algumas orientações que a Palavra de Deus nos traz para aqueles que desejam ocupar tão nobre função da casa de Deus, lembrando que pastorear não é ingressar em uma agência de pregadores, ganhar alguns cartões de visita, um assessor para negociar o cachê e gravar e vender milhares de DVDs.

Jesus, o grande e supremo Pastor (I Pe 5.1), deixou-nos o exemplo de como deve se portar aqueles que desejam ter um ministério bem sucedido como o Seu:

"Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos." (Mateus 20 : 28)

Pastores são constituídos sobre o rebanho para servi-lo: guiando-o, alimentando-o bem, intercedendo por ele, curando as feridas, chorando e gemendo com as ovelhas. Jesus deixou-nos o exemplo, o bom pastor deve dar a vida pelas ovelhas por amor a Cristo, Ele nos ensina assim ( Jo 10.11).

Veja alguns conselhos bíblicos acerca da nobre função que exige compromisso daqueles que a desejam:

“Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” (Tiago 3.1)


"Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja." (I Timóteo 3 : 1)


Quando Paulo deu orientações a Tito para que constituísse bispos sobre a igreja em Creta as suas palavras foram as seguintes:

“Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade” (Tt 1.1)

“Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei:
Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes.
Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;
Mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante;
Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.” vv 5-9

“OS presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar:
Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;
Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.
E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (II Pe 4.1-4)

Por qual motivo deve-se eleger homens com tais valores sobre a igreja do Senhor?
A Palavra de Deus nos responde:

“Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,
Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.
Um deles, seu próprio profeta, disse: Os cretenses são sempre mentirosos, bestas ruins, ventres preguiçosos.
Este testemunho é verdadeiro. Portanto, repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé.
Não dando ouvidos às fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade. (Tt 1.10-14)

“E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade.
E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.” (II Pe 2.1-3)

Infelizmente nos dias atuais não é difícil encontrar homens, que se dizem de Deus, carentes das qualidades requeridas pelo Senhor.
Aqueles que desejam pastorear o rebanho do Senhor busquem seguir os preceitos bíblicos, a Palavra do Senhor está cheia de orientações para que o cristão seja irrepreensível em sua conduta.
Os que pensam não haver tais qualidades em seus líderes orem para que sejam aperfeiçoados e, onde há “lobos”, para que sejam lançados fora do meio do rebanho de Deus.


Em Cristo,

João Paulo

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

HISTÓRIA DA IGREJA, O INÍCIO.



A história da Igreja começou na primavera de 29 ou 30d.C,no dia de Pentecostes, cinquenta dias após ressurreição do Mestre e dez dias após sua ascensão ao céu.Durante o tempo em que o Senhor exerceu seu ministério, seus discípulos criam que ele era o almejado Messias de Israel, o Cristo, contudo não agiu da forma que os Judeus o esperavam, um Messias que os libertaria do jugo dos romanos.Na manhã do dia de Pentecostes, quando cerca de 120 pessoas (At 1.15) estavam reunidas em Jerusalém conforme orientação do mestre (Lc 24.49),cumpriu-se a promessa do Senhor (At1.8), então veio sobre eles o Espírito Santo, formava-se ali a Igreja do Senhor Jesus,fundada sob oração, união e poder de Deus.


A Igreja era formada inicialmente somente por judeus, eram três as classes em que eram divididos:
a) Hebreus (At 6.1) eram aqueles cujos antepassados haviam habitado a Palestina durante várias gerações, eram a verdadeira raça israelita;
b) Os judeus gregos ou helenistas (At 2.9-11;6.9) eram descendentes dos Judeus da dispersão,ou diáspora, isto é, judeus cujo lar ou antepassados estavam em terras estrangeiras;
c) Os prosélitos (At 6.5) eram as pessoas não descendentes de judeus, as quais renunciavam ao paganismo, aceitavam a lei judaica passando a pertencer ao judaísmo, submetendo-se os homens á circuncisão.

Podemos notar características marcantes na Igreja Primitiva, pontos que, se observados pela igreja do século XXI a tornaria mais abundante na obra do Senhor.A igreja dos tempo dos apóstolos "perseveravam na doutrina dos apóstolos" ( não em vãs filosofias ou falsos fundamentos de pensadores renomados), "na comunhão e no partir do pão", "nas orações" ," em cada alma havia temor", " e muitos sinais e prodígios eram feitos através dos apóstolos"," todos os creram estavam juntos e tinham tudo em comum"( At 2.42-44).
Atualmente não é abundante no meio cristãos essa características tão notáveis nos primórdios da Noiva do Senhor, perseveração na doutrina é algo que torna-se raro a cada dia por culpa de alguns líderes não instruírem o rebanho e pela falta de compromisso do rebanho com o Pastor Jesus, não muitos evangélicos estão dispostos a aprofundarem-se no conhecimento bíblico e por isso pecam, erram o alvo (Mt 22.29), novos pensamentos e novas ideologias são mais valorizadas que o simples Evangelho da cruz, poder de Deus para a salvação; comunhão como a bíblia a define deixou de ser algo agradável a muitos, comunhão exige amor e esse tem se esfriado a cada dia fazendo distinção entre aqueles que realmente amam ao Senhor e entre aqueles que estão em meio aos que ao Senhor amam ( Tg 2.8); a oração já foi esquecida na igreja do século XXI, a denominação a que pertenço já foi conhecida por muito orar, hoje, em muitas partes do nosso país acabaram com os cultos de oração , e se não há oração, humilhação, intercessão certamente " impedimos " Deus se manifestar em nosso meio como realmente deveria acontecer ( Jr 29.13), individualmente cada cristão tem por obrigação aplicar-se à oração, mas isso já não tem mais espaço na pós modernidade, somos tão ocupados, precisamos nos dedicar à família, ao lazer, aos estudos, precisamos descansar ao final do dia pois trabalhamos muito, temos necessidade de dormir 8 horas por noite pois é saudável ao nosso organismo e devemos dele cuidar pois é o Templo do Espírito, realmente não temos tempo para orar, também não precisamos requerer nada do Senhor se assim procedemos; quanto ao temor ao Senhor está em extinção, até "colocarem" Deus contra a parede colocam, exigem bençãos dEle e dizem que Ele é obrigado a atendê-los, numa igreja assim é claro que os sinais e prodígios que aconteciam nos dias da Igreja primitiva não podem acontecer, estes milagres eram para confirmar o ministério dos apóstolos e para muitos viessem a crer no Senhor, nem todos crêem de verdade e muitos menos compartilham com o próximo para que tudo lhes seja comum, pois "quanto mais ajuntam para si, mais evidencia-se que Deus está na vida daquela pessoa."
A Igreja Primitiva é, ainda hoje, um exemplo para todos nós, certamente o desejo de Deus é que haja em nós o mesmo fervor espiritual, união e dedicacão ao Senhor que houve nos primórdios da Igreja.Depende de cada cristão agir segundo a Palavra para que a comunidade evangélica no Brasil retorne aos princípios apostólicos, e seja conhecida não por outra coisa, senão a preservação da doutrina bíblica, santificação, e perseverança no estreito caminho que conduz ao céu.
Que história a da Igreja, de onde viemos e como estamos!!!!
Há como mudar isso, há tempo de o Evangelho ser a principal marca na vida dos "crentes" e isso depende primeiramente de mim de você; pois quem é a igreja? Não somos nós membros vivos desse organismo organizado? Como membros devemos fazer aquilo nos foi confiado , o quadro atual pode ser mudado, depende de mim , depende de você. Faça aquilo que estiver ao seu alcance.


"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor" I Co 15.58


Referências Bibliográficas:

HLBURT,Jesse Lyman . A História da Igreja Cristã - Editora Vida
Revista EBD Juvenis CPAD. A História da Igreja,1º Trimetre/2008


Em Cristo,

João Paulo.

UMA PASTORA NO MINISTÉRIO DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS.

No vídeo abaixo, a nova Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos concede entrevista ao canal CPAD. Dentre outras coisas, Damares fal...